Durante a Expert XP 2026, gestores de fundos destacaram que a inteligência artificial (IA) tem ampliado margens e produtividade das empresas, mas alertaram que a inflação permanece como o maior risco para os investimentos. O evento, que reúne profissionais do mercado financeiro, trouxe debates sobre o impacto da tecnologia e os desafios macroeconômicos.
IA como motor de eficiência
Segundo os gestores presentes, a adoção de IA tem permitido ganhos significativos de eficiência operacional, reduzindo custos e aumentando a produtividade em setores como tecnologia, finanças e indústria. "A IA está transformando a forma como as empresas operam, gerando margens mais robustas", afirmou um dos participantes. No entanto, eles ressaltaram que os benefícios podem ser ofuscados se a inflação não for controlada.
Inflação: o maior risco
O principal ponto de preocupação entre os gestores é a persistência da inflação, que pode forçar os bancos centrais a manterem juros elevados por mais tempo. "A inflação segue como o maior risco para a alocação de ativos", disse outro gestor. Eles destacaram que, embora a IA ajude a mitigar custos, o cenário macroeconômico ainda é incerto, especialmente com as recentes tarifas comerciais dos EUA sobre o Brasil.
Impacto nos investimentos
Os gestores aconselharam cautela com ativos de risco, recomendando uma exposição equilibrada entre renda fixa e variável. "A renda fixa, que antigamente protegia, precisa ser reavaliada", alertou um especialista. A Expert XP 2026 também abordou o fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira, com o JPMorgan alertando que o alívio recente não deve durar.



