PL confirma Mendonça Filho ao Senado em convenção no Recife
PL confirma Mendonça Filho ao Senado em convenção

Em convenção estadual realizada nesta terça-feira (4), no Bugan Hotel, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, o Partido Liberal (PL) oficializou a candidatura do deputado federal Mendonça Filho ao Senado. A decisão foi tomada com chapa própria, sem aliança para o governo de Pernambuco, e a legenda declarou neutralidade na disputa pelo Executivo estadual.

Uma nova tentativa majoritária

Esta é a sexta vez que Mendonça Filho disputa um cargo majoritário. Nas cinco ocasiões anteriores, ele foi derrotado. Advogado de formação, o parlamentar é ex-governador de Pernambuco e ex-ministro da Educação. Inicialmente, pretendia concorrer à reeleição para a Câmara dos Deputados, mas mudou os planos após uma reconfiguração do cenário eleitoral.

O nome de Mendonça ganhou força depois que o PL confirmou que o jornalista Silvio Nascimento, vereador de Caruaru e ex-presidente da Embratur no governo Jair Bolsonaro, abriu mão da própria candidatura em prol da de Mendonça. A definição também ocorreu após a chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), que lançou os deputados federais Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP) ao Senado, e após pesquisa Datafolha apontar Mendonça com 10% das intenções de voto, em terceiro lugar, à frente dos dois candidatos da governadora.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Discurso na convenção

Em discurso, Mendonça Filho afirmou que apoiaria a candidatura de Miguel Coelho (União Brasil) ao Senado, que não conseguiu viabilizar o nome dentro da federação com o PP. Ele disse que, após ver Miguel ser "rifado", decidiu tentar ser senador. "Eu já tinha até um candidato a Senado com opção para voto, que era Miguel Coelho. Ele foi, infelizmente, defenestrado. E eu digo 'agora chegou a hora'. Deus tocou no coração e eu digo 'vou ser senador da República por Pernambuco'. Mas essa luta não pode ser uma luta de uma pessoa só ela, não pode ser uma luta só minha, de Anderson, de Isabel, de Medina. Ela tem que ser uma luta de todos nós. Nós precisamos vocalizar as vozes milhares e milhões de vozes de pernambucanos que querem ser representados, que querem ter um senador à altura das tradições de políticos como Marco Marciel, como Roberto de Magalhães, que honraram as suas vidas públicas", declarou.

Trajetória política

José Mendonça Bezerra Filho tem 60 anos, é advogado e nasceu no Recife. Passou parte da infância e adolescência entre a capital e Belo Jardim, no Agreste, cidade de sua família e onde iniciou a carreira política na década de 1980. Filho de Estefânia Moura Bezerra e de José Mendonça Bezerra, que foi deputado federal por oito mandatos e estadual por três legislaturas, Mendonça passou quarenta anos no mesmo partido político e se filiou ao PL em abril deste ano. Antes, era do PFL, que se tornou o Democratas e, posteriormente, o União Brasil.

Mendonça Filho foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 1986 e deputado federal em 1994. Em 1998, com a eleição do ex-governador Jarbas Vasconcelos (MDB), tornou-se vice-governador. Em 2006, assumiu o governo do estado após a renúncia de Jarbas, que deixou o cargo para disputar o Senado. Naquele ano, concorreu à reeleição, mas foi derrotado por Eduardo Campos (PSB).

Ministro e relator de PECs

Mendonça voltou à Câmara em diferentes legislaturas e, entre 2016 e 2018, foi ministro da Educação no governo Michel Temer (MDB). Em 2022, foi novamente eleito deputado federal. Durante o atual mandato, foi designado relator das polêmicas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) da maioridade penal e da segurança pública, ambas em tramitação.

As cinco derrotas

As cinco eleições majoritárias que perdeu foram: Governo de Pernambuco (2006), quando chegou ao segundo turno e perdeu para Eduardo Campos; Prefeitura do Recife (2008), derrota para João da Costa (PT) no primeiro turno; Prefeitura do Recife (2012), derrota para Geraldo Julio (PSB) no primeiro turno; Senado (2018), quando terminou em terceiro lugar, com Jarbas Vasconcelos e Humberto Costa eleitos; e Prefeitura do Recife (2020), quando ficou em terceiro no primeiro turno, com segundo turno entre João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT, à época).

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar

Calendário eleitoral

As convenções partidárias têm data limite até 5 de agosto. Os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto, e a campanha começa oficialmente no dia seguinte. Nas eleições de 4 de outubro, os brasileiros votarão para presidente, governador, Senado (duas vagas por estado), deputado federal e deputado estadual.