Flávio Bolsonaro quer Daniella Marques como vice, mas Republicanos recusa
Flávio quer Daniella Marques como vice; Republicanos recusa

O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), declarou nesta terça-feira, 4, que “gostaria muito” de ter a economista Daniella Marques como vice-presidente em sua chapa. A afirmação foi feita durante sabatina no portal O Antagonista, em meio a incertezas sobre a composição da aliança eleitoral.

Declaração pública e tratativas com o Republicanos

“É uma pessoa que eu gostaria muito que fosse minha vice. É a primeira vez que falo isso abertamente de público aqui. Obviamente que nas nossas tratativas com o Republicanos eu já deixei isso bastante claro. Eu penso que tem que ser alguém que passe uma mensagem positiva e agregue”, afirmou Flávio durante a sabatina.

Apesar do interesse declarado, as negociações com o partido da economista não avançaram. Conforme noticiou o Estadão na segunda-feira, 3, o Republicanos recusou o convite para compor a aliança. A decisão foi comunicada por Marcos Pereira, presidente nacional da sigla, que apontou que 17 dos diretórios estaduais preferem manter neutralidade no pleito.

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Elogios à trajetória de Daniella Marques

Flávio Bolsonaro também enalteceu a economista durante a sabatina. “Foi fantástica durante o governo do presidente Bolsonaro. É alguém que reúne diversas qualidades muito além da economia. É uma pessoa que se encaixa em qualquer lugar. Seja em mobilidade social, seja em economia, seja em relacionamento com o congresso, seja na organização de ministérios. É uma pessoa que certamente vai tá do meu lado”, disse.

Daniella Marques integrou a equipe econômica do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022. Ela assumiu a presidência da Caixa Econômica Federal em junho daquele ano e permaneceu no cargo até ser exonerada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro de 2023. Esta não é a primeira vez que Flávio defende publicamente o nome dela para a vice-presidência.

Impacto na estratégia eleitoral

A recusa do Republicanos representa um revés para a estratégia de Flávio Bolsonaro, que buscava ampliar o leque de alianças para fortalecer sua candidatura. A preferência pela neutralidade em 17 diretórios estaduais indica resistência interna à composição com o PL, o que pode levar o candidato a reavaliar suas opções de vice.

Analistas políticos apontam que a escolha de um vice com perfil técnico e capacidade de diálogo é crucial para atrair eleitores moderados e setores do mercado. Daniella Marques, com passagem pela Caixa e pelo Ministério da Economia, é vista como um nome que poderia cumprir esse papel, mas a decisão final dependerá das negociações partidárias.

Até o momento, a campanha de Flávio não se pronunciou oficialmente sobre os próximos passos, mas a declaração pública reforça a intenção do senador em manter o nome de Daniella em pauta, mesmo diante das dificuldades políticas.

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