O candidato à Presidência pelo partido Novo, Romeu Zema, afirmou nesta terça-feira (4) que existem “três frutas podres” no Supremo Tribunal Federal (STF) que precisam ser “eliminadas”. A declaração foi dada em coletiva de imprensa após participar de sabatina com presidenciáveis, organizada pela G4 Educação e pelo site O Antagonista, em São Paulo.
Críticas diretas a ministros
Questionado sobre quem seriam esses nomes, Zema respondeu que “todo mundo sabe”. Ele citou o ministro Alexandre de Moraes, referindo-se ao contrato de R$ 129 milhões que a esposa dele teria feito com o banco Master. Em seguida, mencionou Dias Toffoli, por uma transação de R$ 35 milhões envolvendo o hotel Tayayá. Por fim, apontou Gilmar Mendes, organizador do Fórum Jurídico de Lisboa, que teria congressos patrocinados por “banqueiro bandido”.
“Todos os três pegando carona nos jatinhos do banqueiro bandido. Isso é uma vergonha para o Brasil. Isso é um tapa na cara do brasileiro. Nós temos que mudar isso. Brasileiro não tá conseguindo pagar o supermercado e tem lá ministro usando o cargo, pelo qual ele já é bem remunerado, pra fazer contrato de R$ 129 milhões para a esposa”, criticou Zema.
Justificativa para a eliminação
Segundo o candidato, a eliminação desses ministros seria necessária “não só para dar credibilidade ao Supremo, como também para dar credibilidade ao Brasil e resgatar a dignidade do brasileiro”. Ele argumentou que a chegada de um presidente com credibilidade provocaria uma queda nas expectativas para a taxa básica de juros.
Zema também declarou que sua gestão priorizou a regularização de compromissos que estavam em atraso, e defendeu, em sabatina, a privatização de todas as empresas estatais. Em outra ocasião, ele afirmou que a dívida nominal de Minas só subiu devido ao “juro extorsivo” de Brasília.



