Polícia procura cabeça e mãos de haitiana morta em Votorantim
Polícia procura cabeça e mãos de haitiana morta

A Polícia Civil ainda procura a cabeça e as mãos de Ester Estinor, de 39 anos, haitiana morta e esquartejada pelo ex-companheiro, de 36, em Votorantim (SP). O corpo foi localizado em uma área de mata atrás da casa da vítima no dia 11 de março, três dias após o desaparecimento dela. Novas informações sobre o feminicídio foram divulgadas pelos delegados Camilo Veiga e Rodrigo Ayres nesta terça-feira (4), durante coletiva na Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Sorocaba (SP).

Fuga e prisão do suspeito

Segundo a polícia, o suspeito, Charles Anglade, fugiu para o Suriname e conseguiu um emprego no país vizinho para juntar dinheiro e tentar retornar ao Haiti, onde nasceu. Ele foi incluído na lista da Interpol e preso com o apoio de policiais do exterior. Extraditado para o Brasil, está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos (SP).

O delegado Camilo Veiga, com anos de experiência em homicídios, classificou o caso como o mais bárbaro que já investigou: "Eu tenho vários anos de experiência na delegacia de homicídios e posso afirmar com absoluta certeza que esse foi o mais bárbaro que eu investiguei até hoje, porque a vítima, ela foi esquartejada e decapitada. A crueldade dele tem traços de psicopatia que são bem característicos".

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Investigação e diligências pendentes

O crime ocorreu no bairro Jardim Tatiana, onde Ester morava com os filhos. A investigação aponta que a motivação foi o inconformismo de Charles com o fim do relacionamento. O caso não está encerrado. A Polícia Civil fará novas diligências para tentar localizar os membros da vítima que ainda estão desaparecidos.

O delegado Camilo Veiga acrescentou: "Diversas perguntas ainda precisam ser respondidas. Eu vou solicitar ao juiz da vara de execução criminal para que eu possa trazer ele (Charles) para Sorocaba para que, assim, eu consiga terminar os trabalhos de Polícia Judiciária que eu tenho pela frente, bem como fazer uma nova audiência para que ele me indique onde está a cabeça e as mãos da vítima. Informalmente, ele chegou a falar (onde estava), nós fizemos uma busca mas, infelizmente, não localizamos, então essas diligências ainda estão pendentes".

Relembre o caso

Ester sumiu em 8 de março (Dia Internacional da Mulher), no bairro Jardim Tatiana, após sair de casa sem informar o destino. Segundo o boletim de ocorrência, feito pela família após o sumiço, ela saiu de sua casa sem dizer para onde ia e ficou incomunicável. Conforme apurado pela TV TEM, Esther tinha três filhos, estava no Brasil havia cinco anos e trabalhava em um restaurante na região. Antes de registrarem o BO por desaparecimento, os parentes tentaram encontrá-la, assim como o ex-marido dela, mas não tiveram sucesso.

O corpo da mulher foi enterrado em 18 de março, no cemitério municipal. Os filhos da vítima estão sob os cuidados da irmã dela, que também mora em Votorantim.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar