Zema sinaliza que vice pode ser do Novo em 2026
Zema sinaliza vice do Novo em 2026

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sinalizou que o nome para compor sua chapa como vice-governador nas eleições de 2026 pode ser do próprio partido Novo. A declaração foi dada durante evento político na capital mineira, reforçando a estratégia de consolidar a legenda no cenário estadual.

Declaração do governador

Em conversa com jornalistas, Zema afirmou que "o Novo tem quadros qualificados e preparados para assumir responsabilidades", indicando que a escolha do vice não está descartada dentro da sigla. Ele destacou que a decisão será tomada em conjunto com a direção estadual e nacional do partido, levando em conta o projeto de continuidade administrativa.

Segundo o governador, a prioridade é montar uma chapa que represente os valores de eficiência e gestão que marcaram seus dois mandatos. "Estamos avaliando nomes que tenham alinhamento com nossas propostas e capacidade de diálogo com todos os setores", completou.

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Contexto político

A fala de Zema ocorre em meio a articulações para as eleições de 2026, nas quais ele deve disputar a reeleição. Pesquisas internas indicam que sua gestão tem aprovação de cerca de 60% da população mineira, o que o coloca como favorito na corrida eleitoral. No entanto, a composição da chapa é vista como estratégica para ampliar o apoio partidário e garantir governabilidade.

O Novo, partido do governador, tem buscado expandir sua influência em Minas Gerais, e a indicação de um vice da própria legenda poderia fortalecer a sigla em âmbito nacional, servindo de vitrine para as eleições presidenciais. Nos bastidores, comenta-se que o nome mais cotado é o do deputado estadual Bruno Engler, mas a oficialização deve ocorrer apenas no próximo ano.

Reações e impactos

A possibilidade de um vice do Novo gerou reações entre aliados e oposição. Parte da base aliada, composta por partidos como PL e Republicanos, demonstrou apoio à decisão, desde que haja espaço na chapa para outras legendas. Já a oposição, liderada pelo PT, criticou a medida, afirmando que ela revela o caráter "ideológico" do governo Zema.

Especialistas em ciência política apontam que a escolha de um vice do mesmo partido pode ser arriscada, pois reduz o leque de alianças. No entanto, em Minas Gerais, o histórico de Zema mostra que ele tem conseguido dialogar com diferentes forças políticas, mesmo sem abrir mão de seus princípios.

Próximos passos

O governador deve se reunir nos próximos meses com a cúpula do Novo para discutir o assunto. A decisão final, segundo ele, será tomada "com calma e responsabilidade", priorizando o interesse público. Enquanto isso, Zema segue com sua agenda de entregas, destacando obras e programas sociais que podem impulsionar sua candidatura.

Com um cenário ainda em aberto, a definição do vice será um dos principais capítulos da política mineira nos próximos meses, influenciando diretamente o tabuleiro eleitoral de 2026.

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