O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira, 4 de agosto, que está tentando "até o último minuto" fechar uma aliança com um partido que possa indicar um candidato a vice-governador em sua chapa ao governo do Rio de Janeiro. O objetivo, segundo ele, é ampliar o tempo de propaganda eleitoral no horário gratuito de rádio e TV, após o Republicanos ter rejeitado a coligação.
RepublicanOS rejeitam aliança e Flávio busca alternativa
O Republicanos, partido do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e do governador Cláudio Castro, decidiu não apoiar a candidatura de Flávio. A legenda optou por lançar candidatura própria ou apoiar outro nome, o que reduziu o tempo de TV da coligação liderada pelo PL. Com isso, Flávio busca um partido menor, mas que possa agregar alguns segundos a mais na propaganda.
Em conversa com jornalistas, Flávio disse que "a política é dinâmica" e que "enquanto houver prazo, há possibilidade". Ele lembrou que o prazo para registro de candidaturas vai até 15 de agosto, e que as negociações podem avançar até lá.
Tempo de TV é crucial para a campanha
O tempo de propaganda é considerado essencial para a campanha de Flávio, que enfrenta a desvantagem de não ter o apoio da máquina pública estadual. Atualmente, a coligação de Flávio conta com o PL, o Progressistas e o Republicanos? Não, o Republicanos saiu. Sem o Republicanos, a chapa perdeu cerca de 1 minuto e 30 segundos por bloco, segundo cálculos de especialistas.
Flávio afirmou que "cada segundo conta" e que "não podemos abrir mão de nenhum tempo". Ele ressaltou que já conversou com dirigentes de pelo menos três partidos, entre eles o Podemos, o Solidariedade e o Avante, mas que ainda não há acordo fechado.
Impacto na disputa estadual
A busca por um vice de outro partido é vista como uma estratégia para fortalecer a chapa e tentar reduzir a vantagem do candidato apoiado pelo Republicanos, que deve ser o ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), ou o próprio Eduardo Paes, caso decida disputar o governo. Pesquisas recentes mostram Flávio em segundo lugar, com cerca de 20% das intenções de voto, atrás de Paes, que tem 34%.
O cientista político Ricardo Ismael, da PUC-Rio, avalia que "a aliança com um partido pequeno pode render de 10 a 20 segundos por bloco, o que é pouco, mas pode ser decisivo em uma eleição acirrada". Ele lembra que em 2018, Wilson Witzel, então no PSC, usou o tempo de TV para se projetar e vencer.
Flávio nega crise e diz que campanha segue
Flávio negou que a rejeição do Republicanos tenha causado crise em sua campanha. "Estamos tranquilos, a campanha está de pé, temos estrutura e vamos crescer", disse. Ele também afirmou que não pretende desistir da candidatura, mesmo sem o apoio do partido do governador.
O senador ainda comentou sobre a possibilidade de o PL nacional intervir na negociação. "O partido está solidário, o presidente Bolsonaro está acompanhando e apoiando", concluiu.



