O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta terça-feira, 4, que pretende definir até quarta-feira, 5, o nome de seu candidato a vice. Segundo ele, a tendência é que o escolhido seja filiado ao próprio partido, formando uma chapa pura.
“Há conversas, mas o mais provável é que fique internamente mesmo”, declarou Zema. O candidato não revelou quais nomes são considerados para completar a chapa.
Sabatina em São Paulo
A declaração foi dada durante sabatina organizada pela empresa G4 e pelo portal O Antagonista, em São Paulo, com candidatos à Presidência da República. Participaram do evento, além de Zema, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o influenciador Renan Santos (Missão). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado, mas não respondeu.
Durante a conversa, Zema também respondeu a uma série de perguntas sobre temas políticos, econômicos e sociais. O ex-governador de Minas Gerais defendeu a instituição da pena de morte no Brasil para determinados crimes, como os cometidos por assassinos em série e estupradores reincidentes.
Pena de morte e revisão de processos
“Nós temos de ter algumas penas que realmente sejam à altura do que a gente sabe que a pessoa cometeu e que não vai consertar. Outros países, vamos lembrar, civilizados têm pena de morte hoje”, afirmou.
Questionado sobre um eventual indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Zema defendeu uma revisão dos processos. “Sou totalmente favorável à revisão de todos esses julgamentos que tiveram caráter político e não judicial”, disse.
Impeachment de ministros do STF e reforma do Judiciário
O candidato também se declarou favorável ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Se Deus quiser, nós vamos ter o Senado renovado e que vai fazer isso. Temos lá frutas podres que precisam ser eliminadas”, afirmou. Zema defendeu ainda uma reforma do Poder Judiciário, que classificou como um dos Poderes “que mais precisam de mudanças”.
Aborto, homeschooling e Bolsa Família
Sobre o aborto, o candidato disse ser favorável à manutenção da legislação atual. Também apoiou o ensino domiciliar, desde que o aprendizado dos estudantes seja avaliado. “Sou favorável a que a pessoa estude onde quiser, desde que tenha um bom aproveitamento, que seja avaliado por meio de um teste. Talvez o homeschooling possa ser até melhor do que as escolas”, declarou.
Zema defendeu a manutenção do Bolsa Família, mas com novas exigências. Segundo ele, beneficiários que não sejam responsáveis por crianças ou idosos deverão aceitar ofertas de emprego sob pena de terem o pagamento suspenso.
Autonomia da PF, Banco Central e voto impresso
O candidato afirmou ainda ser favorável à autonomia administrativa e financeira da Polícia Federal, à autonomia do Banco Central e à adoção do voto impresso. Embora tenha dito confiar no sistema eleitoral atual, argumentou que a impressão dos votos ajudaria a “tirar qualquer suspeita”.
Redução do fundo eleitoral e revisão de pisos
Zema também propôs uma redução de ao menos 60% a 70% no fundo eleitoral e defendeu a revisão dos pisos constitucionais de saúde e educação. Para ele, o envelhecimento da população exige a destinação de mais recursos à saúde, enquanto o número de estudantes no País está diminuindo.



