Sem União, Brasil e PP, PL no Rio fecha chapa pura para Flávio e Ruas
PL no Rio fecha chapa pura para Flávio e Ruas

O Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro decidiu lançar uma chapa pura para o Senado, com o ex-presidente Jair Bolsonaro como cabo eleitoral, tendo o deputado federal Gutemberg Ruas como primeiro suplente e o advogado Paulo Renato como segundo suplente. A decisão foi tomada após tentativas frustradas de composição com União Brasil, PP e Republicanos, que recusaram o convite para integrar a chapa majoritária.

Estratégia do PL no Rio

Com a chapa fechada, o PL busca consolidar sua força no estado, apostando na popularidade de Flávio Bolsonaro, que lidera as pesquisas para o Senado. A ausência de alianças partidárias, no entanto, pode enfraquecer a campanha, que dependerá exclusivamente da estrutura do partido e do apoio do ex-presidente.

O presidente estadual do PL, deputado federal Altineu Côrtes, afirmou que a chapa pura é uma estratégia para manter a identidade do partido. "Temos um projeto claro para o Rio de Janeiro e a chapa pura nos dá liberdade para defender nossas bandeiras sem amarras", disse.

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Recusas e negociações

Antes de decidir pela chapa pura, o PL tentou atrair o União Brasil, que indicaria o empresário Ícaro de Gois como candidato a senador, e o PP, que lançaria o ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis. O Republicanos também foi procurado, mas preferiu apoiar a candidatura do deputado federal Marcelo Freixo (PSB) ao governo do estado.

As negociações esbarraram em divergências sobre a distribuição de tempo de rádio e TV e o controle do fundo eleitoral. O PL, que tem o maior tempo de propaganda, não quis ceder espaço, inviabilizando os acordos.

Impacto na disputa

Com a chapa pura, o PL reduz o leque de alianças, mas mantém a chance de eleger Flávio Bolsonaro, que tem cerca de 30% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha de julho. A estratégia também fortalece a candidatura de Cláudio Castro ao governo, que terá o apoio do partido sem dividir palanque com outras siglas.

Especialistas apontam que a falta de coligação pode limitar o alcance da campanha, especialmente no interior, onde o PL tem menos estrutura. Por outro lado, a polarização nacional deve beneficiar o bolsonarismo, que segue mobilizando eleitores.

Próximos passos

A convenção estadual do PL está marcada para o dia 5 de agosto, quando a chapa será oficializada. O partido também deve anunciar o nome do candidato ao governo, que deverá ser o atual governador Cláudio Castro, em busca da reeleição.

Flávio Bolsonaro, em nota, agradeceu a confiança do partido e disse que a chapa pura representa "a força do bolsonarismo no estado". Ele também criticou as siglas que recusaram a aliança, chamando-as de "oportunistas".

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