A Polícia Federal identificou que a esposa do senador Weverton Rocha (PDT-MA) recebeu R$ 1,1 milhão de um escritório de advocacia ligado a Willer Tomaz, alvo de investigação por suposto esquema de propinas. O valor, segundo relatório da PF, foi pago entre 2019 e 2022, por meio de transferências bancárias e cheques.
Investigação aponta pagamentos suspeitos
Os pagamentos foram feitos pelo escritório de Willer Tomaz, que atua em Brasília e é investigado por intermediar acordos ilegais com órgãos públicos. A PF afirma que os repasses à esposa do senador não têm justificativa contratual ou contraprestação aparente, o que reforça a suspeita de que o dinheiro seria destinado ao parlamentar.
Em depoimento, a esposa de Weverton Rocha negou irregularidades e disse que os valores eram referentes a serviços jurídicos prestados por ela. No entanto, a PF aponta que não há registros de contratos nem comprovação de trabalho realizado.
Esquema envolve contratos públicos
As investigações começaram após delação de um ex-funcionário do escritório, que relatou o esquema de pagamento de propinas a agentes públicos. A PF também encontrou mensagens e planilhas que indicam a distribuição de valores, incluindo os repasses à família de Weverton.
O senador, que é presidente estadual do PDT no Maranhão, não comentou as acusações até o momento. Seu advogado, em nota, afirmou que as movimentações são legais e que o caso será esclarecido.
Próximos passos da investigação
A PF deve indiciar os envolvidos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) por envolver autoridade com foro privilegiado. O relator, ministro Alexandre de Moraes, autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal do senador e de sua esposa.
Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que, se confirmado, o caso pode gerar inelegibilidade do senador e abrir processo de cassação. A defesa de Willer Tomaz também não se manifestou.



