Disputa pelo comando do Senado esquenta nos bastidores
Disputa pelo comando do Senado esquenta nos bastidores

A disputa pela presidência do Senado em 2025 já movimenta os bastidores da política brasileira. Nos corredores do Congresso, articulações e conversas informais ganham força, enquanto os principais nomes começam a se posicionar. O atual presidente, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ainda não definiu se tentará a reeleição, mas já enfrenta resistências de parte da base governista e da oposição.

Cenário de indefinição e articulações

Segundo fontes ouvidas pela coluna, a sucessão na Mesa Diretora do Senado, prevista para fevereiro de 2025, é tratada com cautela pelos parlamentares. A eleição ocorre em meio a um cenário político fragmentado, com o governo buscando ampliar sua base e a oposição tentando conquistar espaços estratégicos.

Entre os cotados para o cargo estão o senador Davi Alcolumbre (União-AP), que presidiu a Casa entre 2019 e 2021, e o senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL), que já demonstrou interesse na função. Além deles, nomes como o do senador Eduardo Gomes (PL-TO) e do senador Otto Alencar (PSD-BA) também são mencionados nos bastidores como possíveis candidatos.

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Articulação do governo e oposição

O governo Lula, por sua vez, tenta viabilizar um nome que seja alinhado às pautas do Planalto. A articulação política liderada pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, já realizou encontros com senadores para discutir o tema. A base governista, no entanto, enfrenta dificuldades para unificar um nome, uma vez que partidos como PSD e MDB possuem interesses distintos.

Na oposição, a estratégia é apoiar um candidato que possa contrabalançar a influência do governo no Legislativo. O PL, maior partido de oposição, já sinalizou que deve lançar candidatura própria, caso não haja acordo em torno de um nome de consenso.

Impacto para as pautas do Congresso

A escolha do próximo presidente do Senado é vista como crucial para o andamento das pautas prioritárias do governo e da oposição. Entre os temas que devem dominar a agenda legislativa estão a reforma tributária, a regulamentação da inteligência artificial e as discussões sobre o orçamento de 2025.

Especialistas ouvidos pela coluna avaliam que um presidente com perfil mais independente pode dar mais espaço para pautas de interesse da sociedade, enquanto um nome alinhado ao governo tende a facilitar a aprovação de projetos do Executivo.

Próximos passos

Nos próximos meses, as articulações devem se intensificar, com encontros formais e informais entre senadores e lideranças partidárias. A definição das candidaturas deve ocorrer apenas no início de 2025, mas os bastidores já indicam que a disputa será acirrada.

Até lá, os senadores devem avaliar o desempenho de cada postulante em temas sensíveis, como a relação com o Judiciário e a condução das comissões temáticas. A eleição para a presidência do Senado é um dos momentos mais aguardados do calendário político brasileiro, e o resultado pode redefinir os rumos do país.

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