Cleitinho volta a pedir candidatura ao governo de MG e é negado
Cleitinho volta a pedir vaga ao governo de MG e é negado

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) voltou a pedir, nesta terça-feira (4), durante a convenção nacional do partido em Brasília, para ser candidato ao governo de Minas Gerais. O pedido foi feito diretamente ao presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, que negou novamente e afirmou que a fase deliberativa da convenção estava encerrada. A nova reviravolta ocorre um dia após o senador anunciar, em vídeo com lágrimas, que não disputaria o cargo.

Vaivém marca disputa pelo governo mineiro

A sequência de idas e vindas começou antes mesmo da oficialização da pré-candidatura. Em fevereiro e agosto de 2025, pesquisas já apontavam Cleitinho como líder nas intenções de voto para o Executivo estadual. Em 2 de março de 2026, o Republicanos confirmou a pré-candidatura do senador, que havia sido eleito em 2022 com mais de 4,2 milhões de votos. A assessoria dele informou que a decisão final seria anunciada até abril.

Em abril, pesquisa Quaest divulgada pelo g1 em 28 de abril mostrou Cleitinho na liderança em todos os cenários, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Apesar disso, a oficialização dependia das convenções partidárias, e o impasse cresceu no fim de julho. No dia 25, o Republicanos realizou convenção estadual em Belo Horizonte, lançou candidatos a deputado federal e estadual, mas não oficializou nomes para governador, vice-governador ou senador. Cleitinho não compareceu ao evento, em um momento de luto pela morte do irmão, Matheus Azevedo, ocorrida em 18 de julho.

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Partido barra e senador insiste

No dia 28 de julho, o Blog do Valdo Cruz publicou que o PL já trabalhava com a desistência de Cleitinho e poderia apoiar Marcelo Aro (PP). No mesmo dia, após nova pesquisa Quaest, o senador publicou um vídeo com inteligência artificial em que versões digitais do pai e do irmão o incentivavam a “ir em frente”. No dia seguinte, 29 de julho, Marcos Pereira afirmou à GloboNews que Cleitinho não disputaria o governo, alegando que a ausência na convenção estadual produziu “consequências inevitáveis”. A assessoria do senador contradisse o partido e disse que ele seria candidato. À noite, em entrevista coletiva em Divinópolis, Cleitinho confirmou a intenção e disse que “a voz do povo é a voz de Deus”.

O impasse tinha um complicador jurídico: pela legislação eleitoral, Cleitinho não poderia trocar de partido naquele momento, pois o prazo de filiação terminou em 4 de abril. Assim, uma eventual candidatura teria que ocorrer pelo Republicanos, já que não há candidatura avulsa no Brasil.

Desistência e novo pedido

Na segunda-feira (3), o Republicanos anunciou que Cleitinho não disputaria o governo por “decisão pessoal”. Em vídeo, Marcos Pereira afirmou que o senador tomou a decisão espontaneamente, diante do momento difícil. Ao lado de Pereira e do presidente estadual Euclydes Pettersen, Cleitinho chorou, pediu perdão e disse que não estava bem. “Não adiantava entrar em uma campanha daquele jeito”, afirmou.

Nesta terça-feira (4), durante a convenção nacional, Cleitinho voltou atrás e pediu a vaga a Marcos Pereira. O dirigente negou, encerrou a fase deliberativa e disse que o senador teve oportunidades para se decidir. Com isso, o vaivém chegou ao ponto mais crítico: após ser pré-candidato, liderar pesquisas, faltar à convenção, ser barrado, confirmar a disputa, desistir e voltar atrás, Cleitinho segue sem o aval do partido.

Impacto no cenário eleitoral mineiro

A decisão do partido altera o cenário eleitoral em Minas Gerais. Sem Cleitinho, a disputa passa a ter novo arranjo, com outros nomes já confirmados em convenção. A indefinição também gera incerteza entre eleitores e aliados, que acompanham de perto os desdobramentos. A liderança do senador nas pesquisas, no entanto, não foi suficiente para garantir a candidatura, que agora depende de uma reviravolta que parece cada vez mais improvável.

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