Aécio Neves não disputará eleições de 2026 e encerra ciclo de 4 décadas
Aécio Neves anuncia que não disputará eleições de 2026

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou nesta quarta-feira que não disputará as eleições de 2026, encerrando uma trajetória de quatro décadas de mandatos consecutivos na política brasileira. A decisão foi comunicada em nota oficial, na qual o tucano afirma que é o momento de "abrir espaço para novas lideranças" e que pretende se dedicar à vida pessoal e a projetos no setor privado.

Uma carreira marcada por altos e baixos

Aécio Neves, de 66 anos, iniciou sua vida pública em 1987, quando foi eleito deputado federal por Minas Gerais, cargo que ocupou por três mandatos. Em 2002, venceu a disputa para o governo de Minas Gerais, onde permaneceu por oito anos, sendo reeleito em 2006 com expressiva votação. Em 2010, elegeu-se senador, e em 2014 foi o candidato do PSDB à Presidência da República, perdendo para Dilma Rousseff no segundo turno por uma margem apertada.

Em 2018, foi reeleito senador, mas sua carreira foi abalada por denúncias de corrupção, que ele sempre negou. Apesar das adversidades, manteve-se no cenário político, mas sem conseguir recuperar o protagonismo de outrora.

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Impacto na política mineira e nacional

A saída de Aécio Neves da disputa eleitoral de 2026 tem impacto direto no PSDB, que perde uma de suas principais lideranças históricas, e também na política mineira, onde o partido precisará buscar novos nomes para a sucessão estadual. Analistas apontam que o gesto de Aécio pode abrir espaço para uma renovação no partido, que enfrenta desafios para se manter relevante no cenário nacional.

Em sua nota, Aécio agradeceu aos eleitores e afirmou que "a política é uma missão, mas também é preciso saber a hora de partir". Ele também criticou o atual cenário político, sem citar nomes, dizendo que "o Brasil precisa de diálogo e de reconstrução".

Repercussão entre aliados e adversários

Aliados lamentaram a decisão, mas ressaltaram o legado do senador. O presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, afirmou que "Aécio é um dos maiores líderes da história do partido e sua decisão deve ser respeitada". Já adversários políticos, como o PT, que o enfrentou em várias disputas, avaliaram que o anúncio representa o fim de um ciclo no qual o tucano "simbolizou o que havia de mais elitista na política mineira", segundo nota da legenda.

Com a decisão, Aécio Neves deixa o cenário eleitoral, mas não descarta continuar atuando nos bastidores. "Pretendo seguir contribuindo com o Brasil, mas de outra forma", disse na nota.

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