Um militar americano morreu no norte do Iraque no sábado (18) durante a detonação controlada de uma munição não detonada. De acordo com o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CentCom), a munição era proveniente de um 'drone iraniano de ataque unidirecional abatido'. Um segundo militar ficou ferido e continua recebendo tratamento para um ferimento leve. O CentCom não revelou os nomes dos militares mortos e feridos.
Mortes na Jordânia e militar desaparecido
No sábado, o órgão também informou que dois militares americanos morreram em um ataque do Irã a uma base dos EUA na Jordânia. As mortes teriam ocorrido na sexta-feira (17). Um militar é considerado desaparecido. Neste domingo, após uma busca minuciosa, militares encontraram restos mortais não identificados no mesmo local. O exame para verificar a identidade dos restos mortais ainda está em andamento.
O presidente Donald Trump lamentou as mortes em entrevista à NewsNation: 'Muito triste. Odiamos ver isso acontecer. É em serviço ao nosso país'.
Líder supremo do Irã pede unidade nacional
Mais cedo no sábado, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, fez um apelo à unidade nacional diante do retorno das agressões mútuas entre Washington e Teerã. Na sexta-feira à noite, a Guarda Revolucionária afirmou ter destruído ao menos dois caças americanos e outras três aeronaves durante um ataque com mísseis e drones contra a base americana de Al Azraq, na Jordânia.
Segundo o jornal 'The New York Times', o ataque à Jordânia danificou vários helicópteros das Forças Armadas dos EUA, incluindo modelos de combate como os Black Hawks. Desde o início da guerra, 16 militares dos EUA foram mortos e mais de 430 ficaram feridos.
Comunicado do CentCom
'Em 17 de julho, dois membros das forças armadas dos EUA na Jordânia foram mortos em ação enquanto o Comando Central dos EUA (CENTCOM) e forças parceiras se defendiam contra ataques com mísseis balísticos iranianos e drones. Além disso, um membro das forças armadas está atualmente desaparecido em ação', diz o comunicado do CentCom. 'Quatro membros das forças armadas americanas foram levados para hospitais jordanianos. Eles já foram liberados desde então. Outros militares que foram avaliados por ferimentos leves retornaram ao serviço', afirma a nota.
Escalada militar entre EUA e Irã
Teerã e Washington vêm realizando uma escalada militar desde o naufrágio do acordo de cessar-fogo assinado entre os dois países em junho. O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou neste sábado nas redes sociais que os Estados Unidos voltaram a descumprir compromissos assumidos no acordo de paz durante a guerra no Oriente Médio e disse que a assinatura de um presidente americano 'não tem valor nem credibilidade'.
'A repetida violação dos compromissos do Grande Satã em relação ao acordo, mais uma vez, revelou a verdade: a assinatura do presidente dos Estados Unidos tem tão pouco valor e credibilidade quanto as palavras e a conduta enganosas, traiçoeiras e brutais do regime americano', diz a publicação. Teerã anunciou também neste sábado que estava suspendendo os compromissos assumidos pelos termos do cessar-fogo de junho.
Ataques contínuos
Enquanto isso, os confrontos continuam. O Centcom informou que realizou, pela sétima noite consecutiva, ataques contra instalações de vigilância, infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e capacidades marítimas iranianas. Segundo a mídia estatal iraniana, bombardeios americanos atingiram usinas elétricas e instalações de dessalinização na província de Hormozgan, no sul do país. A agência IRNA afirmou que uma usina de dessalinização foi destruída, interrompendo o abastecimento de água para cerca de 10 mil pessoas, enquanto outra foi danificada na estratégica ilha de Qeshm, localizada no Estreito de Ormuz.
Em resposta, o Irã lançou novos ataques contra aliados de Washington no Golfo neste sábado. O Kuwait foi alvo de ataques contínuos. Uma usina de dessalinização foi atingida, e as operações no Aeroporto Internacional do Kuwait foram suspensas devido a sucessivas ameaças de mísseis e drones. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan e destruído uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem, ambas no Kuwait.



