Morte de brasileira: marido pede pena máxima em Portugal
Morte de brasileira: marido pede pena máxima em Portugal

Oito meses após a morte brutal da brasileira Lucinete Freitas, encontrada sem vida em Lisboa, o marido dela ainda aguarda o julgamento do suspeito e clama por justiça. Em entrevista, ele afirmou que a família vive um sentimento de desamparo e que a única forma de reparação seria a condenação máxima, de 25 anos de prisão.

O crime que abalou a comunidade brasileira em Portugal

Lucinete, que trabalhava como babá, foi encontrada morta em fevereiro, em um apartamento na capital portuguesa. A notícia chocou amigos e familiares, que viram nela uma mulher batalhadora em busca de uma vida melhor na Europa. O marido, que preferiu não ter o nome divulgado, desabafou sobre o sofrimento e a demora do processo.

“O que vai nos pagar é a sentença de 25 anos pelo crime brutal”, disse ele, referindo-se à pena máxima prevista na legislação portuguesa para homicídio qualificado. “Estamos desamparados, sem respostas e sem prazo para o julgamento”, completou.

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Investigacão e espera pela justiça

As autoridades portuguesas identificaram um suspeito, que permanece em prisão preventiva. No entanto, o processo ainda não tem data para ir a julgamento, o que aumenta a angústia da família. A defesa do marido de Lucinete espera que a Justiça portuguesa seja célere e que o réu receba a punição máxima.

Segundo dados da justiça portuguesa, casos de homicídio qualificado podem levar anos para serem concluídos, mas a família espera que, pela gravidade do crime, haja prioridade. “Ela era uma pessoa alegre, dedicada à família e aos filhos. Tinha o sonho de mudar de vida e trazer os filhos para Portugal”, lembrou o marido.

Repercussão e apoio

O caso ganhou repercussão nas redes sociais e na imprensa local, gerando comoção e mobilização da comunidade brasileira em Portugal. Amigos e desconhecidos têm manifestado apoio à família, cobrando celeridade na Justiça.

Para a família, a demora aumenta o sofrimento. “Cada dia sem resposta é uma tortura. Precisamos de justiça, não só pela Lucinete, mas para que outras mulheres não passem por isso”, afirmou o marido.

O que diz a legislação portuguesa

Em Portugal, o crime de homicídio qualificado, quando há circunstâncias que aumentam a culpa do agente, pode resultar em pena de 12 a 25 anos de prisão. A pena máxima é aplicada em casos de especial reprovação ou perigosidade do agente.

A família de Lucinete espera que o tribunal reconheça a brutalidade do crime e aplique a pena máxima, como forma de justiça e de alerta para a violência contra a mulher.

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