A Lufthansa reduziu sua projeção de lucro para 2026 após registrar uma queda de 88% no lucro do segundo trimestre, pressionada por custos operacionais elevados e greves de funcionários. A companhia aérea alemã agora espera um lucro operacional entre 1,4 bilhão e 1,8 bilhão de euros, abaixo da meta anterior de 2,2 bilhões de euros.
Resultados do segundo trimestre
No período de abril a junho, o lucro operacional da Lufthansa despencou para 106 milhões de euros, ante 876 milhões de euros no mesmo período do ano anterior, uma queda de 88%. A receita, no entanto, cresceu 5% para 10,1 bilhões de euros, impulsionada pela forte demanda por viagens, mas os custos com pessoal e manutenção aumentaram significativamente.
O grupo, que inclui as marcas Lufthansa, Swiss, Austrian e Brussels Airlines, enfrentou greves de pilotos e comissários de bordo na Alemanha durante o trimestre, o que resultou no cancelamento de milhares de voos e em custos extras de compensação aos passageiros.
Impacto e reação do mercado
Após o anúncio, as ações da Lufthansa caíram cerca de 5% na bolsa de Frankfurt. O CEO da companhia, Carsten Spohr, afirmou em comunicado: "Os resultados refletem os desafios operacionais que enfrentamos, mas estamos confiantes de que as medidas de eficiência implementadas trarão resultados no segundo semestre."
A empresa também anunciou um programa de corte de custos de 500 milhões de euros, que inclui redução de pessoal administrativo e renegociação de contratos com fornecedores. A meta é economizar 2 bilhões de euros até 2028.
Perspectivas para o setor aéreo
O cenário para as companhias aéreas europeias permanece desafiador, com aumento dos custos de combustível e pressão regulatória. A Lufthansa não é a única a revisar suas projeções; outras empresas do setor também alertaram para margens menores.
Apesar disso, a demanda por viagens aéreas segue forte, especialmente para rotas de longo curso. A Lufthansa planeja expandir sua frota com novas aeronaves eficientes e melhorar a experiência do cliente para manter competitividade.
Especialistas do setor acreditam que a recuperação completa da Lufthansa pode levar mais tempo do que o esperado, dependendo da evolução dos custos e da estabilidade do cenário geopolítico.



