Irã quer controlar entrada no Estreito de Ormuz em acordo com Omã
Irã quer controlar entrada no Estreito de Ormuz

O Irã deseja ter controle sobre o tráfego marítimo de entrada pelo Estreito de Ormuz e visibilidade sobre o tráfego de saída, com capacidade de intervir se necessário, de acordo com um plano que está sendo discutido com Omã para reabrir a via navegável estratégica. A informação foi divulgada por uma fonte iraniana de alto escalão à Reuters nesta terça-feira.

Detalhes do plano em discussão

A fonte, que está envolvida nas negociações, disse que essa é “a ideia geral que está sendo discutida no momento” e especificou que a rota de saída seguiria um trajeto entre Irã e Omã, com a autorização de saída concedida por Omã após notificação ao Irã. “É improvável que Teerã mude sua posição”, acrescentou a fonte.

O Estreito de Ormuz, uma estreita via navegável entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico, é a principal rota para cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo e outros bens vitais. O controle dessa via tem sido um dos principais pontos de discórdia nos esforços para resolver a guerra de EUA e Israel contra o Irã. O estreito está praticamente bloqueado desde o início da guerra, no final de fevereiro.

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Rejeição anterior de proposta de Omã

No final de julho, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que Teerã havia rejeitado uma proposta de Omã para uma divisão igualitária das rotas de trânsito entre os dois países, alegando que tal plano não atendia às preocupações de segurança de Teerã até que se alcançasse a estabilidade regional de longo prazo.

Donald Trump disse na segunda-feira que as negociações estavam em andamento, alertando que esta seria a “última chance” de Teerã assinar um bom acordo. Trump está pressionando o Irã para que chegue a um acordo com Omã sobre o Estreito de Ormuz já nesta terça-feira.

Impacto e perspectivas

A reabertura do Estreito de Ormuz é crucial para o comércio global de energia e para a estabilidade econômica da região. O controle do estreito pelo Irã, conforme proposto, poderia dar a Teerã uma alavanca significativa sobre o fluxo de petróleo mundial, mas também levanta preocupações sobre a liberdade de navegação e possíveis abusos de poder.

As negociações com Omã, um mediador tradicional na região, são vistas como um passo importante para reduzir as tensões e encontrar uma solução pacífica para o conflito. No entanto, a posição iraniana de manter controle sobre a entrada e supervisão da saída pode ser um obstáculo para um acordo final, já que Omã e outros países podem ver isso como uma violação da soberania e da liberdade de navegação internacional.

A comunidade internacional observa com atenção os desdobramentos dessas conversas, que podem ter implicações profundas para a segurança energética global e para o equilíbrio de poder no Oriente Médio. A expectativa é de que novas rodadas de negociação ocorram nos próximos dias, com a mediação de Omã e o envolvimento direto dos Estados Unidos.

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