Gaza enterra 112 membros de clã em funeral coletivo após ataques
Gaza enterra 112 membros de clã em funeral coletivo

Moradores da Cidade de Gaza participaram, em 4 de agosto de 2026, de um funeral coletivo para 112 pessoas, a maioria membros dos clãs Hassayna e Abu Sharia, cujos corpos foram recuperados dos escombros de ataques aéreos israelenses realizados em novembro de 2023. A cerimônia ocorreu em meio a ruínas e luto, com dezenas de homens carregando caixões improvisados e mulheres chorando ao redor das covas.

Família Al-Hassayna: 308 mortos em ataques aéreos

Segundo autoridades palestinas, a família Al-Hassayna perdeu 308 de seus membros nos bombardeios israelenses em novembro de 2023, um dos episódios mais letais da guerra em Gaza. Os corpos agora enterrados são parte dessas vítimas, cujos restos mortais foram exumados dos escombros pela Defesa Civil de Gaza, que trabalhou por meses para localizar e identificar os mortos.

O funeral coletivo, que reuniu centenas de pessoas, foi descrito por testemunhas como um momento de dor profunda e indignação. "Enterramos quase um clã inteiro em uma única cova", disse um morador local à Reuters, sob condição de anonimato, destacando a dimensão da tragédia que atingiu as famílias.

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Contexto do conflito e impacto humanitário

Os ataques de novembro de 2023 ocorreram durante a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, que devastou bairros inteiros e deixou milhares de mortos. A recuperação dos corpos tem sido lenta devido à destruição generalizada e à falta de equipamentos adequados. A Defesa Civil de Gaza informou que ainda há centenas de corpos sob os escombros, aguardando resgate.

A comunidade internacional tem pressionado por um cessar-fogo, mas os confrontos continuam. O funeral de 4 de agosto de 2026, ocorrido mais de dois anos após os ataques, evidencia a persistência da crise humanitária e o sofrimento das famílias que não conseguem nem mesmo sepultar seus mortos dignamente.

Reações e apelos

Organizações de direitos humanos condenaram os ataques e pedem investigação sobre possíveis violações do direito internacional. "Cada corpo enterrado é uma vida que poderia ter sido poupada", afirmou um porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, que atua na região. As autoridades palestinas reiteram que os responsáveis pelos bombardeios devem ser responsabilizados.

Enquanto isso, os moradores de Gaza seguem tentando reconstruir suas vidas em meio à devastação. O funeral coletivo, além de um ato de despedida, tornou-se um símbolo da resiliência de um povo que, mesmo diante de tamanha perda, insiste em honrar seus mortos.

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