O atacante belga Jérémy Doku, uma das principais estrelas da seleção da Bélgica na Copa do Mundo, teria utilizado um medicamento proibido pelo controle antidoping durante o torneio, conforme revelou o jornal Le Soir nesta quarta-feira. A substância em questão é a betametasona, um corticosteroide que, embora não seja considerado doping em todas as situações, exige autorização prévia para uso terapêutico em competições.
O que diz a reportagem
De acordo com a publicação, Doku teria recebido uma injeção de betametasona antes da partida contra o Marrocos, válida pela fase de grupos. O medicamento é usado para tratar inflamações e dores, mas sua administração por via intramuscular é proibida durante competições, a menos que haja uma Autorização de Uso Terapêutico (AUT).
A reportagem cita fontes anônimas e documentos que indicam que a injeção foi aplicada sem a devida AUT, o que configuraria uma violação das regras antidoping. A FIFA, responsável pelo controle antidoping no Mundial, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
Reação da Bélgica e do jogador
A Federação Belga de Futebol (RBFA) negou as acusações em comunicado oficial, afirmando que "todos os procedimentos foram seguidos corretamente" e que "o jogador possui a documentação necessária". Doku, por sua vez, não se manifestou publicamente até o momento.
Especialistas ouvidos pelo Le Soir afirmam que, se confirmado, o caso pode resultar em suspensão do jogador, já que a betametasona está na lista de substâncias proibidas da Agência Mundial Antidoping (WADA) quando administrada por via injetável.
Impacto na carreira de Doku
Doku, de 24 anos, é considerado uma das promessas do futebol mundial e atualmente joga no Manchester City, da Inglaterra. Ele foi um dos destaques da Bélgica no torneio, com atuações sólidas e um gol marcado.
Se a violação for comprovada, o atleta pode enfrentar uma suspensão de até dois anos, o que colocaria em risco sua participação em competições importantes, como a próxima Eurocopa e a Liga dos Campeões. Além disso, o caso pode manchar sua imagem pública e afetar seu desempenho profissional.
Posição da WADA e da FIFA
A WADA, responsável por estabelecer as regras antidoping globais, classifica a betametasona como uma substância proibida apenas durante a competição, e não fora dela. No entanto, a administração por via intramuscular é sempre proibida, exigindo AUT.
A FIFA, que realiza testes antidoping em todos os jogadores durante a Copa, informou que está analisando o caso e que tomará as medidas cabíveis. Até o momento, nenhum resultado de teste de Doku foi divulgado como positivo.
O caso levanta novamente o debate sobre o uso de medicamentos no esporte de alto rendimento e a necessidade de maior transparência nos processos de autorização terapêutica.



