A área devastada pelo fogo no Brasil caiu a menos da metade em 2025, mas a previsão de um Super El Niño traz novos desafios para o combate às queimadas, especialmente na região Norte. Segundo dados oficiais, a redução foi significativa, mas a seca severa esperada pode reverter esse cenário.
Queda recorde de queimadas
Em 2025, a área queimada no Brasil foi inferior a 50% da registrada em 2024, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A redução é atribuída a políticas de fiscalização e conscientização. No entanto, especialistas alertam que o fenômeno climático Super El Niño, previsto para 2026, pode intensificar a seca na Amazônia e aumentar o risco de incêndios.
Previsão de seca severa no Norte
O Super El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico, deve provocar chuvas abaixo da média no Norte do Brasil. A falta de umidade combinada com altas temperaturas cria condições propícias para queimadas descontroladas. “O cenário é preocupante, pois a vegetação seca funciona como combustível”, afirmou um meteorologista do INPE.
O governo federal já articula medidas preventivas, como a contratação de brigadistas e a ampliação de satélites de monitoramento. “Não podemos relaxar após a queda recente. O Super El Niño exige preparo”, disse o ministro do Meio Ambiente.
Impactos ambientais e econômicos
Queimadas na Amazônia afetam a biodiversidade, o clima global e a saúde pública. A fumaça de incêndios florestais no Canadá, por exemplo, já deixou o ar enevoado em Nova York, conforme imagem da AFP (16/07/2026). No Brasil, a seca também prejudica a agricultura e a navegação nos rios.
Organizações ambientais cobram ações mais rigorosas. “A queda de 2025 é positiva, mas insuficiente diante da ameaça do Super El Niño”, avaliou um porta-voz do Greenpeace. O desafio é manter a tendência de redução mesmo com condições climáticas adversas.



