O meia-atacante Carlos Palacios, ex-Vasco e Internacional e atualmente no Boca Juniors, é investigado por possível envolvimento em um caso de narcotráfico. Um carro registrado no nome do jogador foi apreendido em uma grande operação da Polícia do Chile, com a presença de uma alta quantidade de cocaína. O veículo era dirigido pelo sogro do atleta, Sebastián Soto Guerra.
Operação contra o tráfico no Chile
O parente de Palacios foi preso em uma grande investigação que já transcorria há alguns meses. Segundo a imprensa chilena, Soto Guerra é apontado como membro do alto escalão da organização criminosa "Los Pájaros de La Legua", que atua no narcotráfico na comuna de San Joaquín, em Santiago, no Chile.
Ele é pai de Alexia Catalina, atual companheira de Carlos Palacios. A Polícia, agora, segue a investigação para tratar sobre a possível participação do jogador do Boca Juniors no caso.
- O sogro deste jogador era um dos alvos principais que estavam sendo investigados. Esta é uma investigação que já tinha longa data. A investigação continua e deverá estabelecer se efetivamente existe algum vínculo do jogador com a investigação pelo delito de tráfico de drogas - afirmou Alex Cortés, chefe da Promotoria do Sistema de Análise Criminal (SAC) da Região Metropolitana Sul.
Trajetória de Palacios no Brasil e no Boca
Palacios jogou no futebol brasileiro entre 2021 e 2022. Ele atuou por 34 jogos com a camisa do Internacional, antes de se transferir para o Vasco. O atleta foi contratado em abril de 2022, em uma transferência que girou em torno de R$ 8 milhões.
A promessa chilena não vingou no Rio de Janeiro e foi emprestado ao Colo-Colo na temporada seguinte. Desde 2025, ele defende o Boca, com 37 jogos disputados, três gols e quatro assistências.
Impacto e próximos passos
A investigação segue em andamento para determinar se Palacios tinha conhecimento ou participação nas atividades ilícitas. O jogador ainda não se manifestou publicamente sobre o caso. A operação faz parte de um esforço maior das autoridades chilenas para desmantelar organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas na região metropolitana de Santiago.



