O Exército dos Estados Unidos utilizou "praticamente todo" o estoque de mísseis de precisão de longo alcance PrSM e ATACMS durante a guerra contra o Irã, revelou nesta terça-feira (4) a agência de notícias Reuters. A informação foi divulgada com base em fontes oficiais e levanta preocupações sobre a capacidade de reposição rápida desses arsenais em futuros conflitos.
Impacto nos estoques estratégicos
De acordo com a Reuters, o consumo desses mísseis foi tão elevado que restaram poucas unidades disponíveis nos inventários do Exército norte-americano. O PrSM (Precision Strike Missile) e o ATACMS (Army Tactical Missile System) são considerados peças-chave na estratégia de defesa dos EUA, capazes de atingir alvos a longas distâncias com alta precisão.
Especialistas militares ouvidos pela reportagem destacam que o uso maciço desses armamentos em um único teatro de operações é inédito e pode forçar uma revisão nos planos de produção e aquisição. A indústria de defesa americana já opera em ritmo acelerado, mas a demanda gerada pelo conflito com o Irã superou as expectativas.
Contexto da guerra e reações
A guerra contra o Irã, que se estendeu por meses, exigiu intensos bombardeios de precisão contra alvos estratégicos iranianos, incluindo instalações nucleares, bases de mísseis e centros de comando. O Pentágono, em comunicado, confirmou a utilização dos sistemas, mas evitou comentar números específicos de estoques remanescentes.
"Nossas forças agiram com eficácia e precisão, garantindo a segurança nacional e a de nossos aliados. Continuaremos a avaliar as lições aprendidas e a fortalecer nossa prontidão", afirmou um porta-voz do Departamento de Defesa, sob condição de anonimato, à Reuters.
Desafios para reposição
A rápida exaustão dos estoques levanta questionamentos sobre a capacidade de resposta dos EUA em cenários de múltiplos conflitos simultâneos. Analistas apontam que a produção de novos mísseis pode levar anos, o que exigiria priorização orçamentária no Congresso americano.
Além disso, o episódio reforça o debate sobre a necessidade de diversificação de arsenais e investimento em tecnologias alternativas, como armas hipersônicas e drones de ataque, que podem complementar ou substituir os sistemas tradicionais em missões futuras.
Até o fechamento desta edição, o governo iraniano não havia comentado as revelações da Reuters. A reportagem permanece em atualização.



