O rapper D4vd, cujo nome verdadeiro é David Anthony Burke, foi formalmente acusado na justiça norte-americana pelo homicídio e esquartejamento de Celeste Rivas Hernández, de 14 anos. A decisão foi tomada por uma juíza de Los Angeles após uma audiência de cinco dias, que considerou haver provas suficientes para levá-lo a julgamento, um ano e três meses após a morte da jovem.
Detalhes do crime
Segundo a acusação, Celeste foi assassinada a facadas no final de abril de 2025. A promotoria alega que Burke agiu com premeditação: ele teria comprado motosserras e uma piscina inflável da Amazon para esquartejá-la, além de um incinerador de jardim que se mostrou pequeno demais para o corpo. O corpo em decomposição foi encontrado em setembro de 2025 no porta-malas de um Tesla registrado em nome do cantor.
Ameaças e antecedentes
A adolescente, que mantinha um suposto relacionamento sexual com D4vd desde os 13 anos, havia ameaçado acabar com a carreira do rapper 24 horas antes de sua morte, três dias antes do lançamento do álbum de estreia dele. Em uma mensagem apresentada pela acusação, ela escreveu: "Vou te estrangular... Vou acabar com sua carreira e com sua vida; vou arruinar tudo". No dia seguinte, Burke pagou um Uber para levar Celeste até sua casa, supostamente para "se livrar" dela.
Revelações da audiência
A audiência também trouxe à tona que a família de Celeste estava ciente do relacionamento. Seus pais assinaram um documento com firma reconhecida autorizando-a a viajar com D4vd para Londres em setembro de 2024. A jovem engravidou e realizou um aborto, conforme mensagens de texto exibidas no tribunal. Ela manteve contato com o rapper por meses após o término do relacionamento, em novembro de 2024.
Defesa e acusação
A defesa, representada pela advogada Blair Berk, argumentou que não há provas de intenção deliberada de matar, uma vez que não há testemunhas nem a arma do crime. "Não há nada neste caso que pareça um acidente", rebateu a promotora Beth Silverman, acusando a defesa de tentar "difamar a vítima". Burke nega as acusações de homicídio, abuso sexual continuado de menor de 14 anos e mutilação ilegal de restos mortais humanos. Se condenado, ele pode enfrentar prisão perpétua ou a pena de morte.
Próximos passos
A próxima audiência, na qual será discutida a data do julgamento, está marcada para 31 de agosto. O caso continua a atrair grande atenção da mídia e do público, dado o perfil do acusado e a gravidade dos crimes.



