O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possuir R$ 500 mil em espécie, valor que representa a maior parte de seu patrimônio declarado de R$ 600 mil. A informação foi registrada na prestação de contas do político, que agora é alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre a origem do dinheiro.
Dinheiro apreendido e investigação em curso
Dos R$ 500 mil em espécie, R$ 468 mil foram apreendidos pela PF durante uma operação. Os investigadores apuram se a justificativa apresentada por Cavalcante para a posse do dinheiro — supostamente oriundo da venda de um imóvel — foi forjada. Há suspeitas de que a tentativa de explicar o montante possa configurar ocultação de provas relacionadas a outros casos sob investigação.
Segundo fontes ligadas à PF, a equipe responsável pelo caso analisa documentos e transações financeiras para verificar a veracidade da venda do imóvel. Até o momento, não foram encontrados registros que confirmem a transação nos valores mencionados. A defesa de Sóstenes Cavalcante nega qualquer irregularidade e afirma que o dinheiro tem origem lícita, proveniente de economias pessoais e da venda de bens.
Repercussão política e próximos passos
O caso ocorre em meio ao período eleitoral de 2026, aumentando a pressão sobre o PL e seus líderes. A declaração do patrimônio em espécie chamou a atenção, já que valores tão altos em dinheiro vivo são incomuns e podem levantar questionamentos sobre a transparência das finanças políticas. A PF deve concluir a investigação nas próximas semanas, e o TSE pode solicitar esclarecimentos adicionais.
Em nota, a assessoria de Sóstenes Cavalcante afirmou que “todas as informações foram prestadas de forma voluntária e transparente ao TSE e que a defesa está colaborando integralmente com as autoridades”. O político segue no exercício do mandato enquanto aguarda o desfecho do inquérito.
Impacto nas eleições de 2026
O episódio pode influenciar a corrida eleitoral, especialmente para o PL, que busca fortalecer sua base. Especialistas em direito eleitoral apontam que declarações de patrimônio com alta proporção em espécie podem ser alvo de contestações judiciais, inclusive com riscos de inelegibilidade, caso se comprove irregularidade. A situação de Cavalcante serve de alerta para outros políticos sobre a necessidade de documentação robusta da origem dos recursos.



