Lucro da Neoenergia cai 45% no segundo trimestre de 2026
Lucro da Neoenergia cai 45% no 2º trimestre de 2026

A Neoenergia registrou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no segundo trimestre de 2026, uma queda de 45% em comparação com o mesmo período de 2025, quando o lucro foi de R$ 2,2 bilhões. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (21) e reflete o aumento de custos operacionais e despesas financeiras, além de menores receitas com vendas de energia.

Desempenho financeiro detalhado

A receita líquida da companhia somou R$ 8,5 bilhões no período, recuo de 3% ante os R$ 8,8 bilhões registrados um ano antes. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 2,8 bilhões, queda de 12% na comparação anual. Segundo a empresa, o resultado foi pressionado por maiores gastos com compra de energia para revenda e despesas com pessoal.

O lucro operacional (Ebit) foi de R$ 1,9 bilhão, recuo de 18% em relação ao segundo trimestre de 2025. A margem Ebitda caiu de 36,4% para 32,9% no período.

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Endividamento e investimentos

A dívida líquida da Neoenergia encerrou junho em R$ 28,5 bilhões, estável em relação ao mesmo mês de 2025. O indicador de alavancagem (dívida líquida/Ebitda) ficou em 2,8 vezes, ante 2,5 vezes no segundo trimestre de 2025. Os investimentos no período somaram R$ 1,5 bilhão, alta de 8% na comparação anual, com foco em distribuição e transmissão de energia.

“Os resultados do segundo trimestre refletem o ambiente de custos mais elevados e o impacto de condições hidrológicas adversas, que elevaram os gastos com compra de energia no mercado de curto prazo”, afirmou o diretor financeiro da Neoenergia, em comunicado.

Perspectivas para o segundo semestre

A Neoenergia mantém a projeção de investimentos de R$ 7 bilhões para 2026, com maior parte destinada a projetos de transmissão e distribuição. A companhia espera que a redução de custos operacionais e a melhora no ambiente hidrológico contribuam para a recuperação dos resultados no segundo semestre.

No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido totalizou R$ 2,5 bilhões, queda de 38% ante os R$ 4 bilhões de 2025. A receita líquida semestral foi de R$ 16,8 bilhões, praticamente estável em relação ao ano anterior.

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