A Fifa abriu uma investigação disciplinar contra a seleção argentina após a briga generalizada no fim da final da Copa do Mundo contra a Espanha. O meio-campista espanhol Gavi se manifestou pela primeira vez sobre o ocorrido e pediu que não haja punições aos envolvidos.
Gavi minimiza confusão e pede tolerância
Em homenagem recebida ao lado de Fabián Ruiz nesta quarta-feira, em Los Palacios y Villafranca, cidade natal de ambos, Gavi disse ser contra qualquer tipo de suspensão a Leandro Paredes e outros jogadores argentinos. "Acho que eles não têm que ser suspensos. Entendo que não é uma boa imagem para as crianças, mas também tem aquela parte do futebol que é um pouco mais violenta", declarou o campeão mundial ao perfil Zona Mixta.
Gavi completou: "Talvez, o mais lógico para mim seria expulsá-lo no jogo e pronto. Mas, como eu te digo, no final, é tudo futebol e tem que ser assim".
Entenda a confusão na final
A briga começou quando o argentino Molina deu um encontrão em Rodri, que havia sido substituído e entrou correndo para comemorar no círculo central. Rodri se levantou para tirar satisfação, e imediatamente Borja Iglesias e Eric García foram para cima de Molina. A confusão se generalizou.
Molina se afastou, mas Paredes correu na direção dos espanhóis, empurrando Eric García. Gavi, que estava no banco, entrou na confusão e foi derrubado por Paredes e por Thiago Almada, que saíra do banco argentino para discutir. Paredes chegou a segurar o pescoço de Gavi e tentou jogá-lo no chão. Os ânimos só se acalmaram com a intervenção de outros jogadores espanhóis e de Walter Samuel, membro da comissão técnica argentina.
Investigação da Fifa
A Fifa ainda não se pronunciou oficialmente sobre o andamento do processo disciplinar. A Argentina venceu a final por 1 a 0, com gol de Ángel Di María, e conquistou o tetracampeonato mundial.



