O preço do petróleo subiu 3,8% nesta sexta-feira, superando a marca de US$ 91 por barril, o maior nível desde junho, após novos ataques no Oriente Médio que intensificaram as preocupações com a oferta global e elevaram as expectativas inflacionárias.
Ataques elevam tensão geopolítica
Os ataques, que atingiram infraestruturas petrolíferas na região, reacenderam temores de interrupção no fornecimento. Segundo analistas, o mercado reagiu com forte volatilidade, e o barril do tipo Brent fechou a US$ 91,23, alta de 3,8%.
Bolsas asiáticas se recuperam
Na Ásia, os principais índices acionários registraram recuperação parcial após quedas recentes. O movimento foi impulsionado por ajustes no setor de tecnologia, com destaque para empresas de inteligência artificial que sofreram forte volatilidade nos últimos dias. O índice Nikkei, em Tóquio, subiu 0,9%, enquanto o Hang Seng, em Hong Kong, avançou 1,2%.
Ouro cai e juros elevados pressionam
O ouro recuou 0,7%, cotado a US$ 2.380 por onça-troy, influenciado pela perspectiva de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos. Os títulos públicos americanos também caíram, com o rendimento do Treasury de 10 anos subindo para 4,35%. A combinação de tensão geopolítica e política monetária restritiva tem pressionado ativos de refúgio.
“O mercado está dividido entre o risco geopolítico e a necessidade de conter a inflação”, afirmou Carlos Alberto, economista-chefe de um banco de investimentos. “A alta do petróleo pode adicionar pressão sobre os preços, dificultando uma flexibilização monetária.”
Impacto nos mercados globais
A valorização do petróleo reforça as preocupações com a inflação global, que já vinha sendo monitorada de perto pelos bancos centrais. Na Europa, as bolsas operam mistas, enquanto nos Estados Unidos os futuros apontam abertura em baixa. O setor de energia lidera os ganhos, com ações de petrolíferas subindo mais de 2%.



