EUA defendem tarifa de 25% sobre Brasil alegando desmatamento injusto
EUA defendem tarifa de 25% sobre Brasil por desmatamento

O governo dos Estados Unidos voltou a defender publicamente a investigação comercial que resultou na tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras. Em depoimento nesta quarta-feira (22), o representante do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, afirmou que o desmatamento no Brasil cria uma vantagem competitiva considerada injusta para produtores brasileiros e justificou a adoção de medidas comerciais contra o país.

Critérios ambientais nas negociações

Segundo Greer, a administração de Donald Trump passou a incorporar critérios ambientais às negociações comerciais e espera que parceiros adotem padrões semelhantes para garantir condições equilibradas de concorrência. “Mais recentemente, em relação ao Brasil, tivemos reclamações por anos sobre as práticas de desmatamento no Brasil, que dão uma vantagem injusta aos nossos agricultores. Por isso, iniciamos uma investigação da Seção 301 sobre o desmatamento no Brasil e adotamos uma posição firme sobre o tema”, declarou.

Investigação vai além do desmatamento

Embora o desmatamento tenha sido destacado novamente por Greer, a investigação não se limitou à pauta ambiental. O relatório do USTR também examinou temas como comércio digital, propriedade intelectual, tarifas preferenciais concedidas pelo Brasil, acesso ao mercado de etanol e outras práticas que, na avaliação dos Estados Unidos, prejudicariam empresas americanas.

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O governo brasileiro contesta as conclusões da investigação e afirma que as medidas adotadas por Washington não têm fundamento técnico, além de destacar que os Estados Unidos mantêm superávit comercial na relação bilateral.

Estratégia de tarifas e negociações

Durante o depoimento, Greer indicou que a estratégia comercial da administração Trump continuará baseada na combinação de tarifas e negociações bilaterais. “Estamos comprometidos em continuar utilizando tarifas e negociando acordos para apoiar a reindustrialização da nossa economia, proteger os trabalhadores americanos e reduzir o déficit comercial”, afirmou.

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