O Tribunal Distrital Central de Seul condenou, nesta segunda-feira, o ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol a 18 meses de prisão, com suspensão da pena por três anos, por violar a lei eleitoral ao fazer declarações falsas durante sua campanha presidencial de 2022.
Sentença e impacto financeiro
A sentença, se mantida após os recursos, pode obrigar o Partido do Poder Popular, legenda de Yoon, a devolver 39,7 bilhões de won (cerca de US$ 27,1 milhões) em despesas eleitorais reembolsadas pela Comissão Eleitoral Nacional após sua vitória. De acordo com a lei eleitoral sul-coreana, partidos recebem reembolso estatal se seu candidato vencer ou obtiver ao menos 15% dos votos. Caso o candidato receba sentença definitiva que invalide a eleição — como pena de prisão ou multa superior a 1 milhão de won — o partido deve devolver os recursos.
Declarações falsas e contexto
O tribunal concluiu que Yoon fez declarações falsas ao negar ter apresentado um advogado a um ex-funcionário da Receita Federal e ao alegar que ele e sua esposa, a ex-primeira-dama Kim Keon Hee, não haviam se encontrado com o xamã Jeon Seong-bae. Ambos os relacionamentos haviam sido alvo de investigação durante a campanha eleitoral.
“Quando um candidato divulga pessoalmente informações falsas em eventos públicos de grande repercussão, como debates e entrevistas, o efeito sobre a tomada de decisão dos eleitores é muito significativo”, afirmou o tribunal em sua decisão.
Defesa e recursos
Yoon, que nega qualquer irregularidade, planeja recorrer da sentença, informou seu advogado em comunicado. O ex-presidente também enfrenta outros processos criminais, incluindo um caso de insurreição relacionado à sua declaração de lei marcial em dezembro de 2024. Em fevereiro, um tribunal de primeira instância o condenou à prisão perpétua nesse caso.



