Bolsas europeias fecham em alta impulsionadas por trégua EUA-Irã
Bolsas europeias sobem com alívio em tensões EUA-Irã

As principais bolsas europeias fecharam em alta nesta segunda-feira, 27, com exceção de Lisboa, impulsionadas pelo avanço do apetite por risco após a pausa nas hostilidades entre EUA e Irã. A trégua derrubou os preços do petróleo e reduziu preocupações com a oferta global da commodity, beneficiando setores sensíveis aos custos de energia. Investidores também se posicionaram para uma semana carregada de balanços corporativos e decisões de política monetária nos EUA e no Reino Unido.

Desempenho dos índices

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,42%, a 10.781,75 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,30%, a 25.424,41 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,40%, a 8.406,06 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,49%, a 52.054,95 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,04%, a 19.789,80 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 1,01%, a 9.122,03 pontos. As cotações são preliminares.

Indicadores econômicos e expectativas de política monetária

Na agenda, o índice Ifo de sentimento das empresas da Alemanha subiu de 85,7 para 86,6 pontos em julho, acima da expectativa de 85,3. O foco do mercado, porém, permanece voltado para as reuniões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Banco da Inglaterra (BoE) nesta semana. Para o Goldman Sachs, o Fed deverá manter os juros inalterados, enquanto o LBBW destacou que investidores acompanharão o número de votos dissidentes na decisão.

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Setores em destaque

Entre os destaques corporativos, companhias aéreas se destacaram com a forte queda do petróleo. Air France-KLM avançou cerca de 2%, enquanto Lufthansa ganhou perto de 1,9%. Em Frankfurt, a SAP também ajudou a sustentar o DAX com alta superior a 7,4%. Na ponta negativa, as petroleiras foram pressionadas pela desvalorização da commodity: BP (-2,3%), Shell (-0,9%) e TotalEnergies (-1,7%) recuaram. Em Lisboa, a Galp (-3%) esteve entre os principais pesos do índice, mesmo após elevar sua projeção para 2026.

Pressão no setor de tecnologia

Na Holanda, a ASML reverteu os ganhos e fechou em queda firme de 8,8% após o The Information indicar que uma empresa chinesa prepara a produção doméstica de máquinas de litografia DUV, elevando temores sobre perda de participação no mercado chinês, um dos principais destinos das vendas da companhia. O setor tech foi pressionado e apagou a alta de mais cedo, registrando recuo de 1,7%.

O cenário de alívio geopolítico e a expectativa por decisões de juros devem continuar influenciando os mercados nos próximos dias, com investidores atentos aos balanços corporativos e à sinalização dos bancos centrais sobre o rumo da política monetária.

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