O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz ainda não se recuperou aos níveis anteriores ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, segundo dados da empresa de análise Kpler. Entre sexta-feira e segunda-feira, 131 embarcações foram registradas na hidrovia, com 39 travessias apenas na segunda-feira. Antes dos ataques norte-americanos e israelenses contra o Irã no final de fevereiro, e da subsequente resposta iraniana que fechou efetivamente a rota, entre 100 e 130 navios por dia cruzavam o estreito.
Cessar-fogo e plano de desminagem
Como parte do acordo provisório entre Irã e EUA, Teerã se comprometeu a realizar trabalhos de desminagem em 30 dias e remover os "obstáculos técnicos e militares" à navegação. O principal negociador iraniano e presidente do parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, declarou na segunda-feira, 22, à mídia estatal que seu país administrará o estreito de acordo com o direito marítimo internacional. Paralelamente, a ONU iniciou uma mega-operação para liberar cerca de 11 mil marinheiros retidos em embarcações na região.
Rotas alternativas e cautela
A principal rota central do Estreito de Ormuz ainda contém minas e permanece fechada. Os navios têm utilizado a rota norte, menor, que atravessa águas iranianas, e a rota sul, que passa por águas omanitas. No entanto, segundo a Kpler, "a cautela ainda é evidente" entre as embarcações que seguem a rota prescrita pelo Irã ou tentam ocultar suas posições e identidades, mantendo seus transponders desligados.



