Camex renova por seis meses cota de importação com alíquota zero para veículos elétricos e híbridos
Camex renova cota zero para veículos elétricos e híbridos

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) renovou nesta terça-feira por mais seis meses a cota de importação com alíquota zero para veículos elétricos e híbridos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), no valor total de US$ 463 milhões, segundo apurou a Broadcast.

Medida beneficia principalmente a BYD

No início do ano, o governo deixou expirar, em 31 de janeiro, as cotas que permitiam a importação com alíquota zero de veículos híbridos e elétricos desmontados e semidesmontados destinados à finalização da produção no Brasil, mecanismo que vinha sendo usado, sobretudo pela BYD em Camaçari (BA).

A BYD é uma das empresas mais beneficiadas pela decisão do governo. O benefício permitiu que a BYD trouxesse, com alíquota zero do imposto de importação, carros parcialmente montados da China. A produção é finalizada na fábrica da marca chinesa em Camaçari, na Bahia.

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Anfavea critica a medida

A medida é duramente criticada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Em 22 de junho, o presidente da entidade, Igor Calvet, disse que recebeu a informação, ainda não confirmada pelo governo, de que o Comitê de Alterações Tarifárias (CAT) recomendou a volta das cotas durante a reunião extraordinária que antecede o encontro da Camex.

Apontando risco aos investimentos de R$ 140 bilhões anunciados pelas montadoras, a direção da Anfavea dizia que considerava ir à Justiça em caso de retorno das cotas, que valeram por seis meses até janeiro.

BYD defende o incentivo como contrapartida

Já a BYD sustenta que a cota foi parte de um entendimento com o governo para viabilizar os investimentos na Bahia e que a isenção seria um instrumento de transição até uma produção mais completa, com maior conteúdo nacional.

O vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, também buscou reduzir a escalada do embate ao dizer, também no dia 22, que “brigar com o governo nunca é bom” e ao afirmar que o mecanismo não teria atendido apenas a BYD, mas outras empresas que investem no Brasil.

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