O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que o país está disposto a não desenvolver armas nucleares, mas mantém a exigência de continuar enriquecendo urânio. A declaração ocorre em meio ao início das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, que começaram hoje na Suíça.
Contexto das negociações
As conversas acontecem após o Irã ter fechado novamente o estreito de Ormuz, em retaliação a ataques de Israel ao Líbano. O estreito é uma rota estratégica para o transporte de petróleo, e seu fechamento elevou as tensões na região. As negociações também abordam a liberação de ativos financeiros iranianos congelados e a retomada da venda de petróleo pelo país.
De acordo com fontes diplomáticas, o Irã busca garantias de que poderá enriquecer urânio para fins pacíficos, sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Os Estados Unidos, por sua vez, exigem verificações rigorosas para assegurar que o programa nuclear iraniano não tenha fins militares.
Impacto regional e global
O fechamento do estreito de Ormuz já impacta os preços do petróleo no mercado internacional, com alta de 5% nas últimas 24 horas. Analistas alertam que uma escalada do conflito pode afetar a economia global. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Nasser Kanaani, afirmou: "O Irã não busca armas nucleares, mas o direito de enriquecer urânio para energia e medicina é inegociável."
As negociações na Suíça devem se estender por vários dias, com mediação de diplomatas europeus. A comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos, que podem definir o futuro do acordo nuclear e a estabilidade no Oriente Médio.



