A região da Chucri Zaidan, na zona sul de São Paulo, tornou-se o principal polo de retomada do mercado de escritórios na cidade. Dados recentes mostram que a taxa de vacância na área caiu para 15%, enquanto os preços de locação subiram 8% no último trimestre, aproximando-se da média histórica do mercado paulistano.
Desempenho superior a outras regiões
Segundo relatório da consultoria imobiliária Cushman & Wakefield, a Chucri Zaidan supera outras regiões nobres, como a Faria Lima e a Berrini, em termos de absorção líquida. Enquanto a vacância média da cidade é de 18%, a região registra 15%, com destaque para edifícios corporativos classe A.
“A Chucri Zaidan se beneficiou da oferta de lajes corporativas modernas e de preços mais competitivos em relação a outras áreas”, afirma o diretor de pesquisa da Cushman & Wakefield, Rafael Sampaio.
Fatores que impulsionam a demanda
A região abriga empresas de tecnologia, serviços financeiros e consultorias, atraídas pela infraestrutura viária e proximidade com o aeroporto de Congonhas. O mercado de escritórios em São Paulo vem se recuperando após a pandemia, com a volta gradual do trabalho presencial e modelos híbridos.
O estoque total de escritórios na Chucri Zaidan é de aproximadamente 300 mil m², com taxa de ocupação de 85%. Os aluguéis pedidos chegam a R$ 120/m², ainda abaixo dos R$ 150/m² da Faria Lima, mas com tendência de alta.
Perspectivas para o mercado
Especialistas projetam que a vacância na região pode cair para 12% até o final do ano, impulsionada por novas locações e pela migração de empresas de outras áreas. A média histórica de vacância no mercado de escritórios de São Paulo é de 13%, indicando que a Chucri Zaidan já se aproxima desse patamar.
“Estamos vendo um movimento de flight to quality, com empresas trocando escritórios antigos por espaços mais modernos e bem localizados”, explica Sampaio. A tendência deve manter o mercado aquecido nos próximos meses.



