Tempestades devastam o Chile: balanço de mortos e desaparecidos
As fortes tempestades que atingem o Chile desde o fim de semana já causaram a morte de pelo menos cinco pessoas, deixaram 12 desaparecidos e cortaram o fornecimento de energia elétrica para milhares de residências, segundo informações oficiais divulgadas nesta quarta-feira. As chuvas torrenciais e os ventos intensos provocaram inundações, deslizamentos de terra e danos significativos à infraestrutura, afetando principalmente as regiões central e sul do país.
Regiões mais afetadas e ações de resgate
As regiões de Maule, Biobío e La Araucanía estão entre as mais atingidas. Equipes de resgate da Oficina Nacional de Emergência (Onemi) e do Corpo de Bombeiros trabalham ininterruptamente para localizar os desaparecidos e prestar assistência às comunidades isoladas. O governo chileno decretou estado de exceção constitucional de catástrofe em várias províncias, permitindo a mobilização de recursos militares para auxiliar nas operações.
De acordo com a Onemi, mais de 200 mil residências ficaram sem energia elétrica no pico da tempestade. As concessionárias de energia trabalham para restabelecer o serviço, mas o acesso a algumas áreas ainda é difícil devido a estradas bloqueadas por deslizamentos e alagamentos.
Impacto na população e infraestrutura
As inundações forçaram a evacuação de centenas de famílias, que foram levadas para abrigos temporários montados em escolas e ginásios. Em algumas localidades, o nível dos rios subiu acima do normal, aumentando o risco de novos transbordamentos. O Ministério da Saúde orientou a população a evitar contato com a água das enchentes, que pode estar contaminada.
O presidente do Chile, Gabriel Boric, sobrevoou as áreas atingidas e prometeu agilizar a ajuda humanitária. "Estamos mobilizando todos os recursos do Estado para socorrer as vítimas e reconstruir a infraestrutura danificada", declarou o presidente em pronunciamento à nação. "A prioridade absoluta é salvar vidas e garantir a segurança das pessoas."
Previsão meteorológica e alertas
O Serviço Meteorológico do Chile emitiu alertas para a continuidade das chuvas fortes nas próximas 48 horas, especialmente nas regiões centro-sul. A população foi orientada a permanecer em locais seguros e evitar deslocamentos desnecessários. As autoridades também monitoram o risco de novos deslizamentos em encostas saturadas de água.
Especialistas apontam que as tempestades estão associadas a um sistema de baixa pressão intensificado pelas mudanças climáticas, que têm tornado eventos extremos mais frequentes na região. O Chile já enfrenta uma seca prolongada em várias áreas, e as chuvas torrenciais, embora esperadas, surpreenderam pela intensidade.
Solidariedade e assistência internacional
Países vizinhos, como Argentina e Peru, ofereceram ajuda ao Chile. A Organização das Nações Unidas também se colocou à disposição para apoiar as ações de resposta. Organizações não governamentais locais iniciaram campanhas de arrecadação de donativos, como alimentos, água potável e roupas, para as famílias desabrigadas.
As autoridades pedem que a população siga as instruções oficiais e evite circular por áreas de risco. O número de vítimas pode aumentar à medida que as equipes de resgate avançam para locais de difícil acesso. Até o momento, não há previsão de normalização total dos serviços de energia e transporte.



