O Brasil mantém-se em 2026 como um dos países com o passaporte mais forte do mundo, com acesso sem visto a 169 nações, segundo a 20ª edição do Henley Passport Index. O país ocupa a 16ª posição, empatado com a Argentina e atrás do Chile (14º lugar, com 174 destinos).
Liderança de Singapura e destaques do ranking
Pelo segundo ano consecutivo, Singapura lidera o índice, com acesso a 192 países sem necessidade de visto. Na segunda posição, com 188 destinos, empatam Japão, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos. A Suécia aparece em terceiro, com 187 países.
A Europa domina o topo: o 4º lugar é compartilhado por 11 países europeus (Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega e Espanha), todos com 186 destinos. O 5º lugar inclui Áustria, Grécia, Malta, Portugal e Suíça (185 países).
O Reino Unido subiu uma posição, para 6º lugar (184 destinos), após garantir acesso sem visto à China e ao Malawi. O Canadá avançou para 7º lugar (183 destinos), seguindo ganhos semelhantes. Os Estados Unidos permanecem em 10º lugar (180 destinos), sendo um dos poucos passaportes de alto nível cujos cidadãos ainda precisam de visto para visitar a China.
Evolução da mobilidade global
O índice Henley destacou a expansão da mobilidade global: hoje, o passaporte médio oferece acesso sem visto a 108 destinos, ante apenas 58 países quando o índice foi lançado, em 2006. “Um exemplo marcante de como o engajamento diplomático sustentado e a cooperação internacional podem transformar a mobilidade global”, afirmou a Henley em comunicado, citando a ascensão dos Emirados Árabes Unidos, que adicionaram 153 destinos sem visto em 20 anos, passando do meio do ranking para o topo.
Christian H. Kaelin, presidente da Henley & Partners e criador do índice, disse em nota: “Vinte anos de dados mostram que o poder dos passaportes é uma das expressões mais claras do capital geopolítico de um país. Isso reflete muito mais do que apenas paz ou prosperidade. Os passaportes mais fortes do mundo pertencem a nações que outros países desejam como parceiros — para comércio, investimento, segurança ou cooperação. A mobilidade é, em última análise, uma medida do valor que outros países atribuem ao relacionamento que têm com você”.
Contraste com o Índice Global de Paz
Os resultados contrastam com o Índice Global de Paz, que também completa 20 anos e apresentou seu quadro mais sombrio. Segundo o Instituto de Economia e Paz, o mundo vive o maior número de conflitos estatais desde a Segunda Guerra Mundial, com a paz global diminuindo pelo 12º ano consecutivo. Hoje, 119 dos 163 países medidos são menos pacíficos do que em 2008, e 103 países estiveram envolvidos em um conflito externo nos últimos cinco anos — quase o dobro do registrado no início do índice.
Ranking completo até a 16ª posição
- 1º Singapura – 192 países
- 2º Coreia do Sul, Japão e Emirados Árabes – 188
- 3º Suécia – 187
- 4º Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega e Espanha – 186
- 5º Áustria, Grécia, Malta, Portugal e Suíça – 185
- 6º Hungria, Polônia, Reino Unido – 184
- 7º Austrália, Canadá, República Tcheca, Letônia, Malásia, Nova Zelândia, Eslováquia e Eslovênia – 183
- 8º Croácia e Estônia – 182
- 9º Lituânia e Islândia – 181
- 10º Estados Unidos e Bulgária – 180
- 11º Romênia – 178
- 12º Mônaco – 177
- 13º Chipre – 175
- 14º Chile e Hong Kong – 174
- 15º Andorra – 170
- 16º Brasil e Argentina – 169
O Henley Passport Index é baseado em dados exclusivos da Timatic, da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).



