Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, diretor de tecnologia, defende que orquestrar sistemas de inteligência artificial (IA) importa mais do que escolher o modelo mais avançado. Para ele, a corrida por modelos de IA cada vez mais potentes já não define quem sai na frente. Quem coordena bem múltiplos sistemas sai na frente.
Orquestração como diferencial competitivo
Segundo Ferreira, a capacidade de integrar e gerenciar diferentes sistemas de IA é o que realmente gera valor. “Não adianta ter o modelo mais potente se ele não se comunica bem com os outros sistemas da empresa”, afirmou. A orquestração permite que as organizações aproveitem o melhor de cada modelo, combinando pontos fortes e mitigando fraquezas.
Corrida por modelos perde relevância
Ferreira destacou que o foco excessivo em benchmarks de desempenho de modelos pode ser enganoso. “O mercado está saturado de modelos com desempenho similar. O diferencial está em como você os utiliza em conjunto”, explicou. A orquestração eficiente pode superar até mesmo modelos individuais mais avançados.
Impacto para empresas
Para as empresas, isso significa que investir em infraestrutura de integração e em profissionais especializados em orquestração é tão importante quanto adquirir modelos de ponta. A estratégia de IA deve priorizar a coordenação entre sistemas, não apenas a potência de cada um.



