A frase 'Um cachorro recebe tratamento melhor', dita por Victoria Beckham ao se referir às esposas e namoradas de jogadores de futebol, ajudou a popularizar o termo WAGs (wives and girlfriends) mundialmente. O episódio ocorreu durante a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, quando a imprensa sensacionalista britânica começou a usar a sigla para descrever o grupo de mulheres que acompanhavam os atletas.
Origem e impacto do termo WAGs
Segundo Cacau Oliver, especialista em branding digital, a visibilidade das WAGs revela mudanças profundas na forma como o futebol é consumido. "Elas deixaram de ser meras coadjuvantes para se tornarem protagonistas de suas próprias narrativas, especialmente nas redes sociais", afirma Oliver. A Copa de 2006 marcou o início dessa cobertura intensa, com tabloides como o 'The Sun' dedicando páginas inteiras aos looks e comportamentos do grupo.
Na Copa de 2026, o cenário é diferente. As WAGs não são mais apenas acompanhantes; muitas construíram carreiras sólidas como influenciadoras digitais, empresárias e modelos. A transformação reflete a evolução do futebol como espetáculo de consumo e estilo de vida, onde os bastidores ganham tanta atenção quanto o jogo em campo.
Das manchetes sensacionalistas ao empoderamento digital
Oliver destaca que o termo WAGs, inicialmente pejorativo, foi ressignificado. "Hoje, essas mulheres usam a exposição para alavancar negócios próprios, com marcas de moda, beleza e bem-estar", explica. Estima-se que, em 2026, o engajamento médio de uma WAG nas redes sociais seja 40% maior que o de muitos jogadores, segundo dados de marketing digital.
A frase de Victoria Beckham, dita em um contexto de reclamação sobre a falta de privacidade, acabou virando um marco cultural. Ela própria, ex-WAG e agora empresária de sucesso, é exemplo dessa trajetória. "O que antes era visto como futilidade hoje é reconhecido como estratégia de branding pessoal", conclui Oliver.



