Média de Redação do Enem 2025 cai após maior rigor com repertório cultural
Média de Redação do Enem 2025 cai com novo rigor cultural

A média das notas de Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 registrou queda em relação ao ano anterior, reflexo de uma correção mais rigorosa, especialmente na competência que avalia o repertório sociocultural dos candidatos. A redução atingiu tanto alunos da rede pública quanto da rede privada, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC).

Desempenho geral e destaque para a competência 2

A competência 2 da Redação, que exige que o estudante mobilize conhecimentos de diferentes áreas para fundamentar seu ponto de vista, foi a que mais contribuiu para a queda na média. Em 2025, apenas dez participantes obtiveram nota máxima (mil) na redação, número inferior ao de edições anteriores. O MEC atribui a redução ao aumento do rigor na avaliação do repertório cultural, com corretores mais atentos à pertinência e à profundidade das referências utilizadas.

Resultados por área de conhecimento

Em contrapartida, houve avanços nas provas objetivas de Linguagens e Códigos e Ciências da Natureza, com médias superiores às de 2024. Já em Matemática, a média caiu, indicando maior dificuldade dos estudantes com os conteúdos da disciplina. O desempenho em Ciências Humanas manteve-se estável.

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Mudanças no uso do Enem a partir de 2026

O ministro da Educação, em coletiva de imprensa, afirmou que, a partir de 2026, o Enem passará a ser utilizado também como instrumento de avaliação da qualidade do ensino básico no Brasil. “O Enem não será apenas porta de entrada para o ensino superior, mas um termômetro da educação que oferecemos aos nossos jovens”, declarou. A medida integra um pacote de reformas educacionais que inclui a revisão da matriz de referência do exame.

Impacto nas políticas educacionais

Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que a queda na média da Redação pode indicar a necessidade de maior ênfase no desenvolvimento de repertório cultural nas escolas. “Não basta ensinar técnicas de redação; é preciso formar leitores críticos e cidadãos com bagagem cultural sólida”, comentou uma professora da Universidade de Brasília (UnB). O MEC prometeu investir em programas de formação continuada para professores de língua portuguesa e literatura.

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