Uma operação da Polícia Civil no Morro Dona Marta, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, nesta terça-feira, enfrentou intensa resistência armada de traficantes do Comando Vermelho. O confronto, que durou cerca de 20 minutos, causou pânico entre moradores e comerciantes da região. Tiros atingiram carros, residências e a fachada de uma igreja Metodista na Rua São Clemente, em frente à entrada da favela.
Força do tráfico e importância estratégica
O Morro Dona Marta é considerado um ponto estratégico para o Comando Vermelho, por sua localização privilegiada e alta comercialização de drogas. A facção criminosa possui forte poder bélico, o que ficou evidente durante a ação policial. A operação visava cumprir mandados de prisão contra 44 suspeitos, resultando em seis prisões até o momento.
De acordo com a Polícia Civil, a resistência armada partiu de criminosos que atiraram contra os agentes, que revidaram. Não há informações oficiais sobre feridos entre policiais ou suspeitos. A área foi isolada para perícia e buscas por outros envolvidos.
Impacto na comunidade e reações
Moradores relataram momentos de terror com os disparos. Uma moradora, que preferiu não se identificar, disse: "Foi um tiroteio muito forte, parecia guerra. Tivemos que nos jogar no chão." A igreja Metodista, que teve a fachada danificada, informou que não havia culto no momento do ataque.
A operação faz parte de uma série de ações da Polícia Civil para desarticular o tráfico de drogas na região. O Morro Dona Marta já foi palco de outras operações, mas a resistência desta terça-feira surpreendeu as autoridades pela intensidade.
Contexto do crime no Rio
O Comando Vermelho é uma das principais facções criminosas do Rio de Janeiro, com atuação em diversas comunidades. A alta capacidade bélica do grupo é frequentemente destacada em operações policiais. A Secretaria de Segurança Pública do estado informou que reforçará o policiamento na área e investigará a origem das armas utilizadas.



