Tarifas de Trump podem impulsionar Lula nas eleições de 2026
O jornal Washington Post publicou análise indicando que as tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump podem se tornar um trunfo eleitoral para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa de 2026. Segundo a reportagem, a medida protecionista dos EUA pode ser usada por Lula para fortalecer seu discurso de defesa da indústria nacional e do emprego.
Pesquisa PoderData mostra queda na rejeição a Lula
Pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (22) revela que a avaliação negativa do governo Lula caiu 10 pontos percentuais após o anúncio do novo tarifaço americano. O levantamento mostra que 38% dos entrevistados consideram a gestão ruim ou péssima, ante 48% na semana anterior. A avaliação positiva subiu de 32% para 36%.
Trump anuncia tarifa de até 200% sobre genéricos
Em meio à escalada protecionista, Trump anunciou tarifa de até 200% sobre medicamentos genéricos importados, afetando diretamente a indústria farmacêutica brasileira, que exporta para os EUA. A medida faz parte de uma série de ações unilaterais que têm gerado reações no Brasil e no mundo.
Lei de Reciprocidade pode ser usada por Lula
O novo tarifaço começa a valer hoje, e o governo brasileiro estuda acionar a Lei de Reciprocidade, que permite retaliações comerciais proporcionais. Especialistas consultados pelo InfoMoney avaliam que a lei pode ser um instrumento político relevante para Lula mostrar firmeza contra pressões externas.
Datafolha deve medir impacto eleitoral do tarifaço
O instituto Datafolha deve divulgar nos próximos dias nova pesquisa de intenção de voto para 2026, medindo o impacto do tarifaço na disputa entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Analistas políticos acreditam que a crise comercial pode polarizar ainda mais o eleitorado.
Flávio Bolsonaro cita dados falsos sobre urnas
Em meio ao debate, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a questionar a segurança do processo eleitoral, citando dados falsos sobre urnas eletrônicas. A declaração ocorreu durante evento em Brasília, onde afirmou “não duvidar” do sistema, mas pediu mais transparência.



