Petro denuncia fraude e alerta para guerra civil na Colômbia
Petro denuncia fraude e alerta para guerra civil

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta segunda-feira (3) que possui provas de uma fraude nas eleições presidenciais que resultaram na derrota de seu candidato, Iván Cepeda. Em declarações à imprensa no palácio presidencial de Bogotá, Petro alertou que a posse do ultradireitista Abelardo de la Espriella pode desencadear uma "guerra civil" no país.

Acusações de fraude eleitoral

Petro classificou o processo eleitoral como uma "fraude eleitoral algorítmica, sistemática e sobre um volume de votos enorme", supostamente arquitetada do exterior contra Cepeda. Segundo o mandatário, "dinheiro estrangeiro e empresas estrangeiras" interferiram no resultado do segundo turno.

"Estamos diante de uma fraude e de um problema institucional indubitavelmente profundo, que é a posse de um presidente ilegítimo", enfatizou Petro, que está em fim de mandato.

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Risco de guerra civil

O presidente colombiano sugeriu que De la Espriella pretende extraditá-lo para os Estados Unidos com base em acusações falsas, em meio a denúncias de "ingerência" do presidente americano, Donald Trump, que apoiou o candidato eleito antes do pleito.

"Está muito claro o que pode vir a ser uma guerra civil na Colômbia", alertou Petro, citando a rejeição popular a planos do próximo governo.

Posse fora do costume

De la Espriella, de 48 anos, tomará posse na sexta-feira em cerimônia legislativa na cidade de Cali, rompendo a tradição centenária de realização do evento em Bogotá, diante do Congresso Nacional.

Reações da oposição

A bancada de esquerda no Congresso, liderada por Cepeda, anunciou que não comparecerá à posse e convocou manifestações para o dia da cerimônia em Bogotá, Cali e Barranquilla. A direita local teme uma onda de protestos semelhante à que ocorreu contra o ex-presidente Iván Duque, entre 2019 e 2021, quando dezenas de pessoas morreram em manifestações apoiadas por Petro.

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