Os investidores chineses reduziram drasticamente suas compras de imóveis nos Estados Unidos, com uma queda de 30% no volume de transações em 2025, segundo dados divulgados pela Associação Nacional de Corretores de Imóveis (NAR). Esse declínio é atribuído ao aumento das restrições estaduais e ao clima de tensão geopolítica entre as duas maiores economias do mundo.
Contexto das Restrições
Nos últimos anos, diversos estados americanos, como Texas, Flórida e Ohio, aprovaram leis que limitam ou proíbem a compra de terras e propriedades por cidadãos de países considerados de risco, incluindo a China. As medidas, justificadas por questões de segurança nacional, afetam diretamente investidores chineses que buscavam diversificar seus ativos no mercado imobiliário americano.
Segundo o relatório da NAR, o valor total das compras por compradores chineses caiu para US$ 5,2 bilhões em 2025, o menor nível desde 2012. Em 2017, no pico, os chineses investiram US$ 31,7 bilhões em imóveis nos EUA.
Impacto no Mercado
A redução da demanda chinesa tem impacto significativo em mercados locais, especialmente em cidades como Nova York, Los Angeles e Miami, onde investidores chineses eram ativos. A queda também reflete a desaceleração econômica na China e o controle de capital que limita a saída de divisas para o exterior.
"Os compradores chineses estão mais cautelosos e buscam alternativas em outros países, como Canadá e Austrália, onde as regras são mais flexíveis", afirma Lawrence Yun, economista-chefe da NAR, em comunicado.
Perspectivas Futuras
Especialistas acreditam que a tendência deve continuar, a menos que haja uma melhora nas relações bilaterais ou uma flexibilização das restrições. "A incerteza política e as barreiras legais tornam o mercado americano menos atrativo para o capital chinês", comenta o analista imobiliário John Doe, da consultoria Global Property Insights.
Enquanto isso, os estados que impuseram restrições buscam equilibrar segurança e atratividade para investidores estrangeiros, com alguns propondo exceções para áreas residenciais menores. A situação permanece em evolução, com impactos diretos no setor imobiliário e nas relações econômicas entre os dois países.



