Onda de calor mata 16 na Coreia do Sul e alerta máximo em Seul
Onda de calor mata 16 na Coreia do Sul; Seul em alerta

Uma intensa onda de calor que atinge a Coreia do Sul já causou a morte de 16 pessoas, levando as autoridades de Seul a emitirem alerta máximo para a população. As temperaturas recordes têm sobrecarregado o sistema de saúde e elevado o consumo de energia no país.

Recorde de temperaturas e impacto na saúde

Segundo a Agência Meteorológica da Coreia (KMA), a capital registrou 39,6°C na última terça-feira, a maior temperatura já medida na cidade desde o início dos registros em 1907. O calor extremo tem provocado insolação, desidratação e agravamento de doenças crônicas, principalmente entre idosos e pessoas em situação de rua.

O Ministério da Saúde da Coreia do Sul confirmou que, entre os 16 óbitos, a maioria era de pessoas com mais de 70 anos. "Estamos enfrentando uma situação sem precedentes, com hospitais superlotados e equipes médicas sobrecarregadas", afirmou o ministro da Saúde, Kim Sung-ho, em coletiva de imprensa.

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Alerta máximo em Seul e medidas de emergência

A prefeitura de Seul ativou o alerta máximo na quarta-feira, após o governo central declarar estado de emergência climática. As medidas incluem a abertura de centros de resfriamento 24 horas em todas as regiões da cidade, distribuição de água potável e orientação para que a população evite atividades ao ar livre entre 11h e 17h.

O prefeito de Seul, Oh Se-hoon, pediu que os cidadãos tomem cuidados extras: "Não saiam de casa sem necessidade e procurem locais climatizados. A prioridade é salvar vidas". A prefeitura também disponibilizou aplicativos de celular para alertar sobre os riscos e localizar os centros de resfriamento mais próximos.

Impacto na economia e na energia

A onda de calor também afetou a economia local. O consumo de eletricidade bateu recorde, com pico de 95,6 gigawatts na terça-feira, segundo a Korea Power Exchange. As autoridades pedem que a população economize energia, evitando o uso de aparelhos de alto consumo durante os horários de pico.

Agricultores relatam perdas nas colheitas, especialmente de frutas e vegetais. A Federação Agrícola da Coreia estima que as perdas podem chegar a 200 bilhões de won (cerca de 150 milhões de dólares) se o calor persistir por mais duas semanas. O governo prometeu compensações financeiras para os produtores afetados.

Mudanças climáticas e previsão

Cientistas apontam que eventos extremos como este têm se tornado mais frequentes devido às mudanças climáticas. "Estamos vendo padrões que antes eram raros se tornarem comuns. A Coreia do Sul precisa se adaptar a uma nova realidade", disse a climatologista Park Ji-young, da Universidade Nacional de Seul.

A previsão é que o calor continue pelo menos até o fim da semana, com possibilidade de novos recordes. O governo já anunciou que vai ampliar os programas de assistência social e reforçar o monitoramento de grupos vulneráveis. A Defesa Civil recomenda atenção especial para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

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