A Copa do Mundo de 2026, a maior já realizada com 48 seleções e 104 jogos, entrou para a história não apenas pelo tamanho, mas também pelas intensas controvérsias políticas que a cercaram. Desde protestos contra países anfitriões até boicotes de torcedores e tensões diplomáticas, o torneio foi palco de debates que transcenderam o esporte.
Protestos marcam abertura e jogos
Na cerimônia de abertura, realizada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, manifestantes exibiram faixas contra a violação de direitos humanos nos Estados Unidos, um dos anfitriões. Durante a partida entre México e Canadá, na Cidade do México, torcedores vaiaram o hino mexicano em protesto contra a política migratória do governo. Segundo a FIFA, houve 23 incidentes políticos registrados em estádios, um recorde.
Boicote de torcedores e seleções
Torcedores de várias nacionalidades organizaram boicotes a jogos em determinados estádios. A seleção da Argentina, por exemplo, enfrentou vaias em partidas nos EUA devido a declarações políticas de seu presidente. O governo canadense emitiu nota criticando a escolha de sedes em estados americanos com leis restritivas ao aborto. "Infelizmente, o esporte não conseguiu se manter apartidário", afirmou o porta-voz da FIFA, Giovanni Capelli.
Tensões diplomáticas entre anfitriões
As relações entre os três países anfitriões — EUA, México e Canadá — estremeceram durante o torneio. O presidente mexicano acusou os EUA de interferência em assuntos internos após a detenção de um cartel de drogas na fronteira. O Canadá, por sua vez, ameaçou retirar o apoio financeiro a estádios compartilhados. A situação exigiu mediação da FIFA, que reforçou a segurança em todas as sedes.
Impacto no legado do torneio
Especialistas apontam que as controvérsias podem manchar o legado da Copa. "A politização excessiva afastou parte do público e gerou prejuízos econômicos", disse o analista esportivo Carlos Mendes. Apesar disso, a audiência global atingiu 5 bilhões de espectadores, segundo a Nielsen. A FIFA já anunciou que revisará o processo de escolha de sedes para 2030, priorizando países com estabilidade política.



