A Copa do Mundo de 2026, a maior da história com 48 seleções e três países-sede (México, Canadá e Estados Unidos), terminou com números impressionantes. Quase 7 milhões de pessoas compareceram aos 104 jogos, resultando em uma taxa de ocupação de 99,73% e a segunda maior média de público da história, atrás apenas da Copa de 1994, também realizada nos Estados Unidos.
Média de gols e protagonistas
A competição ficou conhecida como a "Copa dos protagonistas", com grandes craques em evidência. A média de gols por partida foi de 2,96, a maior desde 1970. "O balanço é muito bom. Os grandes craques foram protagonistas, chamaram a responsabilidade", afirmou o comentarista Roger Flores. Já Ana Thaís Matos destacou: "Não foram jogos chatos, jogos ruins, muito pelo contrário. Aumentou o número de gols, aumentou o número de boas partidas, de grandes viradas."
Artilharia: Mbappé supera Messi
Kylian Mbappé e Lionel Messi protagonizaram uma disputa acirrada pela artilharia. Mbappé venceu em ambas as disputas: fez 10 gols na edição contra 8 de Messi, e agora totaliza 22 gols em Copas, superando o argentino. A final de domingo (19) contou com um show de intervalo com artistas como Madonna e Shakira, trazendo elementos da cultura esportiva americana.
Desempenho do Brasil e futuro
A Seleção Brasileira teve seu pior desempenho desde 1990, sendo eliminada nas oitavas de final pela Noruega. "O que me preocupa é que a Seleção está jogando mais próxima a seleções que não estão bem nos mundiais, como é o caso do Uruguai, do que próximo, por exemplo, da França", comentou Ana Thaís Matos. Para 2030, a Copa será sediada por Portugal, Espanha e Marrocos, com jogos na Argentina, Uruguai e Paraguai em homenagem aos 100 anos da primeira edição. A Fifa cogita expandir o torneio para 64 seleções.
Recordes e mudanças
O estádio Azteca, na Cidade do México, tornou-se o primeiro a sediar três Copas. Apesar do alto custo dos ingressos, o público foi expressivo. A Copa de 2026 também registrou o pior índice de acerto de pênaltis dos últimos 60 anos, com erros de Messi e Mbappé, e goleiros mais altos da história.



