Colômbia rompe relações com Cuba e Nicarágua; embaixada em Jerusalém
Colômbia rompe com Cuba e Nicarágua; embaixada em Jerusalém

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou neste domingo (26) que romperá relações diplomáticas com Cuba e Nicarágua assim que assumir o cargo em 7 de agosto. Em uma publicação nas redes sociais, o político de extrema-direita declarou: "No meu governo, não haverá laços com tiranias". A medida inclui o fechamento de 15 consulados e 14 embaixadas, enquanto prevê a abertura de uma embaixada em Jerusalém para fortalecer os laços com Israel.

Decisão impacta relações regionais

A ruptura com Cuba e Nicarágua reflete a posição ideológica de Espriella, que critica abertamente os governos desses países. A Nicarágua, sob Daniel Ortega, recentemente anunciou que não realizará mais eleições, formalizando um regime ditatorial. Ortega, no poder desde 2007, afirmou que a medida elimina qualquer possibilidade de disputa eleitoral após 2027. Já Cuba mantém um regime comunista há décadas.

Jerusalém como ponto central

A decisão de abrir uma embaixada em Jerusalém é um movimento significativo no cenário diplomático. Israel considera Jerusalém sua capital, enquanto os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado. Em 2024, o atual presidente colombiano, Gustavo Petro, rompeu relações com Israel em protesto contra a ofensiva em Gaza. Espriella pretende restabelecê-las já no primeiro dia de seu mandato.

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"Restabeleceremos os laços com Israel imediatamente", afirmou Espriella, destacando a importância da parceria estratégica na segurança. A mudança de postura marca um contraste com o governo anterior e pode alterar o alinhamento regional da Colômbia.

Contexto e repercussões

A decisão de romper com Cuba e Nicarágua também reflete uma tendência de governos conservadores na América Latina. Segundo analistas, a medida pode isolar a Colômbia de blocos progressistas, mas fortalecer alianças com países como Israel e Estados Unidos. O fechamento de consulados e embaixadas reduz a presença diplomática colombiana, enquanto a nova embaixada em Jerusalém sinaliza um reposicionamento geopolítico.

"A Colômbia não pode manter laços com regimes que violam direitos humanos", declarou Espriella em sua publicação. A AFP reportou que a transição deve ocorrer sem grandes incidentes, mas com forte repercussão internacional.

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