Golfinho carrega filhote morto por dias em luto na Austrália
Golfinho carrega filhote morto por dias em luto

Uma fêmea de golfinho foi filmada carregando o corpo de seu filhote morto por vários dias, em um comportamento de luto que comoveu pesquisadores e viralizou nas redes sociais. O caso ocorreu na costa da Austrália Ocidental e é acompanhado pela ONG Geographe Marine Research, que registrou a cena em vídeo.

Comportamento de luto observado em golfinhos

O vídeo, publicado no Instagram da organização, mostra a golfinho nadando com o filhote sem vida sobre o dorso, enquanto outros golfinhos permanecem próximos, em um possível gesto de solidariedade. Segundo a ONG, a fêmea já havia perdido as quatro últimas crias, o que torna o caso ainda mais triste e preocupante.

Especialistas explicam que o luto em golfinhos é um comportamento documentado, mas cada caso traz novas informações. A Geographe Marine Research acompanha esse grupo de golfinhos há anos e relata que a fêmea, identificada individualmente, demonstra sinais claros de estresse e apego ao filhote morto.

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Impacto e comoção

O registro gerou grande comoção nas redes sociais, com milhares de compartilhamentos e comentários. A ONG aproveitou a visibilidade para alertar sobre as ameaças que os golfinhos enfrentam, como a poluição marinha e o tráfego de embarcações, que podem contribuir para a mortalidade dos filhotes.

“É devastador ver esse comportamento de perto. A perda recorrente de filhotes nesse grupo é um sinal de alerta para a saúde do ecossistema marinho local”, afirmou um porta-voz da Geographe Marine Research, em entrevista à imprensa australiana.

O que dizem os cientistas

Pesquisadores de outras instituições também comentaram o caso, ressaltando que o luto em golfinhos é um indício de sua complexa vida social e emocional. Estudos anteriores já mostraram que golfinhos podem carregar filhotes mortos por dias ou até semanas, em um comportamento que varia conforme a espécie e as condições ambientais.

A ONG segue monitorando a fêmea e o grupo, na esperança de que ela possa ter uma nova cria com sucesso no futuro. O caso reforça a importância de políticas de proteção marinha e de pesquisas contínuas sobre a vida desses animais.

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