A seleção espanhola chega à final da Copa do Mundo com a defesa como seu ponto mais forte. Em Dallas, o repórter Nilson Klava acompanhou a preparação da equipe: "A Espanha passou o dia aqui em Dallas descansando, assistiu daqui a esse jogaço entre Inglaterra e Argentina e depois embarcou para Nova Jersey, o palco dessa final. Amanhã, a seleção espanhola vai treinar pela manhã, o primeiro treino para se preparar para o jogo de domingo, que vai colocar em lados opostos a Argentina, campeã da Copa América, última campeã do mundo, com o melhor ataque da competição, 19 gols. E, de outro, essa Espanha, que tem encantado pelo controle de bola, mas também pela eficiência da defesa. A melhor defesa da competição, como nós mostramos agora na reportagem."
Defesa praticamente impecável
A Espanha sofreu apenas um gol durante toda a Copa do Mundo, contra a Bélgica nas quartas de final. A defesa combina a experiência do zagueiro Laporte, de 32 anos, com a juventude de Cubarsí, de apenas 19, ao lado de Yamal, símbolo da renovação da seleção. Ambos jogam juntos desde as categorias de base do Barcelona, o que garante entrosamento. A equipe valoriza o conjunto: todos defendem e todos atacam. No lado esquerdo, Cucurella se destaca pela vontade em campo.
Goleiro recordista
O goleiro Unai Simón também é peça-chave. Ele quebrou um recorde em Copas: até sofrer o gol da Bélgica, ficou 648 minutos sem ser vazado. Se a Espanha for campeã, serão 38 jogos oficiais consecutivos sem perder. O zagueiro Cubarsí afirmou que sempre ouviu críticas ao goleiro e aos zagueiros, mas que agora estão calando muitas pessoas.
Jogo coletivo como estratégia
A Espanha mostrou que a melhor defesa é ter a bola. O jogo coletivo levou a seleção à final. Um torcedor comparou a equipe a um carro: "Se tirar uma roda, ele não anda. Todas as peças são indispensáveis. A Espanha é isso, uma equipe. Em um mundo cheio de tantos 'eus', ela mostra o poder do 'nós'."
Análise de Denílson
Renata Vasconcellos e Denílson comentaram a final inédita. Denílson disse: "Assim, uma grande expectativa porque a gente tem duas seleções com uma característica até parecida, que é gostar de estar com a bola, posse de bola, velocidade. Eu entendo que a Espanha tem esse DNA. Sempre jogou dessa forma. O Scaloni, pelo lado da Argentina, pela característica que ele tem dentro do elenco, ele fez com que essa Argentina jogasse também com a bola. Com um pouquinho mais de lentidão, mas com uma entrega infinita." Ele torce para a Espanha por ter jogado lá e acredita que a Espanha tentará tirar a bola da Argentina e não deixar que ela chegue em Messi.
Duelo de técnicos
Renata destacou o duelo de técnicos com estilos semelhantes. Denílson lembrou que Scaloni elogiou De La Fuente e que são amigos, mas a disputa em campo será acirrada. No sábado (18), França e Inglaterra disputam o terceiro lugar às 17h45. No domingo (19), a grande final: Espanha e Argentina, às 14h, horário de Brasília.



