Lionel Scaloni não se deixou levar pela emoção na virada histórica da Argentina sobre a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal da Copa do Mundo, realizada em Atlanta. Enquanto os milhares de argentinos presentes no estádio pulavam e vibravam com a classificação à segunda final seguida, o treinador argentino permaneceu gelado, sem pulos, socos no ar ou abraços efusivos. Seus olhos denotavam certa emoção, mas a reação foi contida.
Gols da virada e reações opostas
Os gols da virada saíram aos 40 e aos 46 minutos do segundo tempo. Enzo Fernández empatou a partida, e Lautaro Martínez virou o jogo já nos acréscimos. Do lado inglês, Jude Bellingham foi a imagem da frustração: no primeiro gol, tentou dar um carrinho para bloquear o chute e ficou deitado no gramado, incrédulo. No segundo, abriu os braços em sinal de desolação, olhou para o céu e fez caretas, ciente de que a derrota era iminente.
Messi vibra como menino
Em contraste com Scaloni, Lionel Messi foi pura emoção. Autor das duas assistências, o camisa 10 argentino, mesmo aos 39 anos e com tantos títulos, vibrou como um menino. Ele pediu a bola, correu para buscá-la na linha de fundo e cruzou na medida para o gol de Lautaro. Após o gol, deu socos no ar antes de ser cercado pelos companheiros que vieram do banco de reservas. No apito final, Messi gritou e fez gestos repetitivos de vibração, sendo erguido como o herói da classificação.
Recorde e final contra a Espanha
Scaloni tem a chance de igualar um recorde de 88 anos da Copa do Mundo, segundo informações da organização. A Argentina enfrentará a Espanha na final neste domingo, às 16h (de Brasília), em Nova Jersey, com transmissão da TV Globo, Sportv e ge tv no Globoplay. A equipe sul-americana busca o quarto título mundial, o bicampeonato consecutivo (algo que não ocorre desde o Brasil em 1958/62), enquanto os europeus almejam a segunda taça.



